Começa em MS exportação de carne in natura nacional aos EUA

carneOs frigoríficos de Mato Grosso do Sul iniciaram a exportação da carne nacional in natura para os Estados Unidos da América. O Brasil já vende carne industrializada para os EUA, que é o maior importador do produto brasileiro, mas que ainda não consumia os cortes in natura. A abertura desse mercado, ocorreu recentemente no mês de julho, após negociações comerciais-diplomáticas de 17 anos entre os países e seus mercados. O comercio promete bons resultados para a balança comercial sul-mato-grossense, que será uma das mais beneficiadas devido ao provável volume de negócio que partirão de nível estadual.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou em 29 de julho que foi concluída a negociação entre o Brasil e os Estados Unidos para liberação do comércio de carne bovina “in natura” entre os dois mercados. O acordo foi fechado em Washington, durante o 9º Comitê Consultivo Agrícola (CCA) dos dois países. Naquela data, a expectativa do governo brasileiro é de que os embarques começariam em 90 dias, após a finalização dos trâmites administrativos. Segundo o Ministério, os serviços veterinários concluíram as avaliações do reconhecimento do controle oficial de ambos os sistemas de inspeção.

O prazo dos três meses foi reduzido pela metade, com o produto saindo do Estado, por dois dos quatro frigorifico. O JBS em Mato Grosso do Sul enviou nesta segunda-feira (19), pelo menos 25 toneladas de carne bovina in natura para os Estados Unidos. O JBS anunciou que a carga foi produzida na unidade de Campo Grande. Essa é a segunda carga do Estado a ser exportada desde a abertura do mercado norte-americano para a carne in natura brasileira.

O grupo tem quatro frigoríficos no país habilitados para exportar para os Estados Unidos. Em Mato Grosso do Sul são três, sendo dois do JBS (Naviraí e Campo Grande) e um do Marfrig (Bataguassu). O JBS já exporta carne cozinha e enlatada para aquele país.

Bons resultados

Segundo o consultor em Comércio Exterior, Aldo Barrigosse, o Estado terá grandes oportunidades com a nova vertente para exportação, beneficiando não apenas os grandes frigoríficos, mas também os de menor proporção.

“A abertura do mercado norte-americano pode aumentar o volume de abates e, com a ampliação do mercado internacional, pode haver menos interesse no mercado regional, abrindo espaço para os pequenos frigoríficos, beneficiando a pecuária e a economia como um todo“, avalia Barrigosse

 

 

 

Comentários

comentários