Expectativa do setor industrial de MS para 2018 é de crescimento do PIB de 8,8%

Da Redação/JN

Segundo Fiems, o frigorífico foi o setor com maior destaque neste ano, com faturamento de R$ 15 bilhões e empregabilidade de 25 mil pessoas.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) estima para 2018 o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor industrial de 8,8%. Em 2017, o aumento foi de R$ 20 bilhões, o que representa 9,1% em comparação ao ano passado.

Apesar de denúncias durante o ano, o segmento de frigorífico foi o que mais se destacou (Foto: Reprodução/TV Morena)

Até o fim do ano a estimativa de faturamento do setor industrial no estado é de cerca de R$ 36 bilhões. Apesar das denúncias, o segmento do frigorífico foi o que mais se destacou com faturamento de R$ 15 bilhões e empregabilidade de 25 mil pessoas.

Em segundo lugar, aparece o setor sucroenergético, seguido do metal mecânico e da celulose e papel, que faturou este ano R$ 2,5 bilhões e empregou quase quatro mil empregados.

Todos esses setores foram responsáveis também por impulsionar a exportação de produtos industrializados. Depois de dois anos seguidos com números negativos, 2017 vai fechar com saldo positivo de 9,6% na exportação, o que representa quase R$ 3 bilhões.

“Alguns setores como celulose, que deu recuperação boa em 2017, ele traz esses números positivos e os próprios alimentos, no caso a proteína de carne, seja aves, suínos e bovinos, então essas exportações desses produtos que trazem novamente o indicador positivo da balança comercial”, afirmou o presidente da Fiems Sérgio Longen.

O grande desafio do setor para o próximo ano será mudar números como o da geração de empregos, que deve fechar com saldo negativo de 1,3% em relação a 2016. De acordo com o presidente da Fiems, a indústria aposta na retomada da economia no Brasil.

“A partir do momento que você tem juros aí na faixa de 7%, quando você tem recursos, até porque a gente tinha recursos do FCO com juros caros, quando você tinha recursos do BNDES – tinha com juros caros, a insegurança jurídica na contratação de trabalhadores era um problema muito sério no Brasil, então superada essa fase já projetamos vários setores de contratação imediata e é o que vem acontecendo”, disse Longen.

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