Exame de Bia Haddad realizado em Wimbledon deu negativo para anabolizantes

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CARREIRA AMEAÇADA - Bia, em Wimbledon: exame indicou o uso de substâncias proibidas pelo regulamento do esporte (Foto: Hannah McKay/Reuters)

A tenista brasileira Beatriz Haddad Maia, flagrada em um exame antidoping realizado no dia 4 de junho, teve uma boa notícia na manhã desta terça-feira. A paulistana de 23 anos, que está suspensa preventivamente pela Federação Internacional de Tênis (ITF), recebeu a notificação de que a análise de outra amostra, coletada um mês depois, no dia 4 de julho, durante o torneio de Wimbledon, na Inglaterra, deu negativo para as substâncias anabolizantes S-22 (ostarina) e LGD-4033 (ligandrol), apontadas na urina da atleta no torneio WTA realizado na cidade de Bol, na Croácia.

Segundo o advogado que trabalha com Bia Haddad desde a acusação de doping, Bichara Neto, essa informação será útil na argumentação de defesa, embora não tenha dado maiores detalhes sobre como isso será feito. Na semana passada, Bichara já havia levantado a possibilidade de ter ocorrido falhas no procedimento de como a amostra de urina da brasileira foi colhida no torneio croata. As duas substâncias encontradas na ocasião são do mesmo tipo: moduladores seletivos do receptor de androgênio, conhecidos pela sigla em inglês Sarms.

O resultado não inocenta a tenista brasileira automaticamente – os Sarms “somem” do organismo depois de que seu período de ação expira -, mas pode apontar que a dosagem encontrada no exame original tenha sido baixa, o que pode apontar o uso da substância sem a intenção de obter vantagem competitiva (pode ter havido contaminação na manipulação de outros suplementos usados pela atleta e que são permitidos pela regra do esporte).

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