Ex tenta justificar feminicídio de médica por ‘diferença salarial’

Rafael dos Santos, de 35 anos, preso por assassinar a tiros a ex-esposa, Nislaine Colman Benites, 31 anos, disse na polícia que trabalhou para pagar os estudos da vítima, mas passou a ser humilhado depois que ela se formou e começou a ganhar R$ 30 mil por mês. Também justificou que a mulher o traiu com um enfermeiro que trabalhava com ela no posto de saúde, em Ponta Porã.

Homem foi preso no Paraguai no fim da tarde de ontem – Foto: Divulgação

O corretor de imóveis foi preso por volta das 18h de ontem pela Polícia Nacional do Paraguai e será transferido para a 2ª Delegacia de Polícia, em Ponta Porã, onde crime será apurado.

Conforme o Porã News, Rafael disse que trabalhou para manter a família e os estudos de Nislaine, no entanto, quando ela se formou, passou a ganhar aproximadamente R$ 30 mil por mês, a lhe humilhar e dizer que ele não era homem para ela.

Ainda segundo a versão do corretor, ele descobriu que a médica mantinha relacionamento extraconjugal com enfermeiro. A descoberta resultou em discussão e posterior separação do casal, que aconteceu há cerca de um mês.

Nislaine e Rafael estavam em processo de separação judicial – Foto: Reprodução Facebook

Na última terça-feira à noite, Rafael teria recebido a informação de que a ex-esposa passaria a morar com o enfermeiro na casa que ele diz ter construído e onde moram as filhas do autor. Indignado, ele assassinou a médica na manhã seguinte.

Apesar de arrependido, o corretor imobiliário disse que a médica colheu o que plantou.

“Eu não poderia aceitar que ela levasse o enfermeiro para viver na casa que nós construímos, deitar na minha cama, estar com a minha mulher, com minhas filhas e desfrutar de todas as coisas que conseguimos juntos, pois quando ela era universitária eu era o homem bom, mas quando ela passou a ganhar mais, eu já não prestava para ela”, desabafou Rafael.

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