Ex-servidor responsável por compra sem licitação que estava foragido se apresenta à PF

Da Redação/JN

Jodascil da Silva Lopes, alvo da Operação Lama Asfáltica que era considerado foragido, se apresentou à Polícia Federal em Campo Grande no início da tarde desta segunda-feira (15).

Segundo a assessoria de imprensa da PF, Lopes presta depoimento neste momneto. Em seguida, será recolhido em custódia preventiva, em cumprimento ao mandado expedido pela Justiça Federal.

O ex-servidor foi um dos três mandados de prisão expedidos para a 4ª fase da Operação Lama Asfáltica deflagrada no último dia 11 de maio. Também foram presos o ex-secretário adjunto de Fazenda do Estado da gestão passada, André Luiz Cance, e o empresário Mirched Jafar Júnior, dono da Gráfica Alvorada.

O alvo foi o ex-governador Puccinelli que está usando tornozeleira eletrônica e foi arbitrada fiança de R$ 1 milhão cujo prazo para pagamento termina hoje.

A operação é relacionada à fraude em licitações e corrupção com dinheiro público e é desdobramento de outras três, realizadas entre 2015 e 2016: Lama Asfáltica, Fazendas de Lama e Aviões de Lama.

A suspeita é que o prejuízo aos cofres públicos seja de R$ 150 milhões, somente com fraudes detectadas nesta 4ª fase de investigação de desvios de recursos destinados a serviços e compras públicas, entre eles de obras em rodovias e aquisição de livros.

Os investigadores acreditam que as empresas faziam parte do esquema para o pagamento de propina e até mesmo para esquentar dinheiro que era desviado dos cofres públicos.

Dentre os alvos da operação estão o grupo JBS, a Águas Guariroba, concessionária de água e esgoto de Campo Grande, a HBR Medical, que fornece programas de computador para clínicas e hospitais e a H2L, especializada em soluções para documentos.

De acordo com as investigações, as empresas atuavam em várias áreas. Nas sedes e unidades de cada uma, a PF apreendeu documentos e materiais. A suspeita é de que elas seriam beneficiadas com licitações fraudulentas, empregos de materiais de baixa qualidade, aumento de preços nas obras e isenção de impostos.

Ainda de acordo com a PF, investigações revelaram que a fraude em licitações e superfaturamento de obras eram feitas com documentos falsos para justificar a continuidade e o aditamento de contratos, com a conivência de servidores públicos, e para obtenção de benefícios e isenções fiscais.

Os valores repassados como propina eram justificados, principalmente, com o aluguel de máquinas. Daí o nome da operação.

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