Ex-governador e Giroto negam acordo em esquema de propinas

Em notas, o ex-governador André Puccinelli e o ex-secretário de Obras Edson Giroto negam participação em esquemas mencionados por Delcídio do Amaral na delação premiada.

A delação premiada de Delcídio do Amaral, com 400 páginas, foi homologada nesta terça-feira (15) pelo ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A delação premiada de Delcídio do Amaral, com 400 páginas, foi homologada nesta terça-feira (15) pelo ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em declaração emitida por Giroto por meio do seu advogado Valeriano Fontoura, ele afirma nunca ter tido qualquer tratativa com Delcídio do Amaral quanto a intermediação ilícita de recursos públicos Federais. Edson Giroto ressalta que “durante todo o período que esteve à frente da Secretaria de Obras, os recursos federais repassados ao Estado, ou eram programas do PAC, ou emendas dos parlamentares, inexistindo qualquer forma de descentralização por parte do Governo Federal.”

O ex-secretário lembrou o fato de pertencer ao grupo político de oposição ao Partido dos Trabalhadores e lamentou profundamente que ocorrências com tamanha gravidade “tenham sido relatadas de forma irresponsável, sem nenhuma prova, com o fim único de atingir a sua imagem e a do ex Governador André Puccinelli”.

Giroto finaliza reafirmando confiança na justiça e se colocando à disposição para esclarecer a verdade. Diferentemente da nota de Giroto, o ex-governador André Puccinelli foi bem sucinto em seu comunicado à imprensa.

A nota emitida pela assessoria de Puccinelli diz o seguinte: “Em relação à citação feita pelo senador Delcídio do Amaral em delação premiada, quanto ao suposto acordo a fim de promover uma descentralização de todos os investimentos federais no estado de forma a facilitar a arrecadação de propinas, não faz o menor sentido porque isso nunca aconteceu comigo”.

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