Ex-funcionária pública filmada pedindo propina é condenada a 5 anos de prisão

Da Redação/JN

A Justiça Federal acatou parcialmente a denúncia do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) e condenou a ex-consultora técnica do Ministério da Saúde, Roberlayne Patrícia Alves, à pena de cinco anos de reclusão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ela poderá recorrer da sentença em liberdade.

O MPF também havia denunciado o ex-namorado dela pelos mesmos crimes, mas a Justiça Federal o absolveu.

O MPF interpôs apelação contra a decisão proferida e em breve apresentará as respectivas razões recursais, que serão julgadas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

Roberlayne foi acusada pelo MPF de planejar a cobrança de propina do Hospital do Câncer (HC) de Campo Grande, para que houvesse a liberação de verba pública, por parte do Ministério da Saúde, para a compra de um acelerador linear e equipamentos destinados ao tratamento contra o câncer.

Conforme apurado pela Polícia Federal, Roberlayne exigiu R$ 150 mil do HC para “agilizar a aprovação do convênio”, avaliado em R$ 4,6 milhões. Denunciada pelo diretor do hospital, a ex-consultora passou a ser monitorada pela PF e foi presa em flagrante, em 16 de junho de 2014, ao receber parte da propina, em mãos, na sede do hospital. A prisão foi gravada pela polícia.

No vídeo disponibilizado pela PF, Roberlayne aparece dentro de uma sala do HC, enquanto negocia o recebimento de R$ 100 mil em cheques. Pouco antes de deixar a sala, a ex-consultora é abordada pelos agentes da Polícia Federal.

Em razão dos mesmos fatos, o Ministério Público Federal ajuizou Ação por Ato de Improbidade Administrativa, a qual se encontra na fase inicial de notificação dos acusados.

Comentários

comentários