Homicídio cometido há três anos por vítima motivou ‘contratação’ de estupro

A jovem de 19 anos violentada sexualmente por cinco pessoas na madrugada de domingo (10), na Aldeia Bororó, Reserva Indígena de Dourados, cometeu e cumpriu medida socioeducativa há três anos junto de outra mulher, pelo assassinato de um homem.

O fato é apontado como o principal motivo de vingança e “contratação” de cinco homens por uma mulher para a execução da ação que quase matou a indígena.

De acordo com a delegada Rozeli Dolor Galego, o crime de estupro foi encomendado pela pessoa identificada até o momento como Lindalva Valdez, que é parente do homem assassinado em 2012 e que ainda não teve a identidade divulgada.

“Sabemos que foi isso [homicídio] que motivou, mas, a identidade do homem ainda está sendo levantada para que chegamos à todas as provas”, pontuou.

Ainda segundo a delegada, o homem no caso, seria tio ou pai de Lindalva. A ação realizada pelos cinco homens no domingo volta a tona a situação das “feirinhas” – como são denominadas as ações de estupro coletivo na Aldeia -, que não têm acontecido com frequência.

“Não temos tido muitas denúncias como antes destas situações, esse caso foi a parte”, comentou.

Relembre o caso

A jovem foi estuprada nas dependências da aldeia quando deixava uma festa. Os participantes da ação foram irmãos Edemil Arce Isnarde, 26, o ‘Zéri’, Oimando Arce Isnarde, 20, conhecido como ‘Caimando’, Aufifo Arce Isnarde, 23 e um adolescente de 12 anos, além do tio deles, de 15 anos.

Este último foi quem foi contatado e recebeu a quantia de R$80 para realizar a ação.

Ainda conforme informações da delegada, o ato foi cessado porque a vítima desmaiou e os participantes entenderam que estaria morta.

Após o fato, a jovem foi encontrada por populares que a encontraram acionaram o socorro e a levaram para o Hospital Universitário.

Os suspeitos pela autoria acabaram presos no final da tarde do mesmo dia e foram reconhecidos pela vítima. Autuados pelo estupro, Edemil, Oimando e Aufifo, permanecem detidos no 1º Distrito Policial. Já os dois menores, levados para a Unei (Unidade Educacional de Internação).

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