Estuprador soropositivo é preso por crimes em série

A investigadora de polícia Wanuza Macedo (do meio), era quem investigava crimes semelhantes que ocorreram na região desde junho de 2015. (Foto Paulo Francis)

A Polícia Civil através da 1ª DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) apresentou na tarde desta quinta-feira(26), um homem identificado como Rafael de Souza Leite, 25 anos, acusado de ser o autor de uma série de crimes de estupros ocorridos na Capital, principalmente na região do bairro Los Angeles. Até presente momento foram destacados 12 (doze) Boletins de Ocorrência em que há indícios de autoria do acusado.

Conforme afirmou a delegada titular, Ariene Murad, o setor de Estupros do SIG/DEAM, através da investigadora de polícia Wanuza Macedo, começou a destacar e reunir em junho do ano passado, diversos boletins de ocorrências de casos de estupro que aconteceram de forma semelhante, modo operante e características físicas do autor.

Na manhã da última segunda-feira(23), um caso com as mesmas características foi comunicado a Deam. Diante da denúncia da vítima, informações detalhadas e coletas de vestígios do local onde ocorreu o crime, o homem foi reconhecido. Através de fotos a mulher reconheceu o autor, um conhecido de vista, com quem já havia estudado antes.

(Foto Paulo Francis)

A prisão preventiva foi decretada pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, após representação da Delegada Maira Pacheco Machado, ontem (25). Pelo menos outras cinco mulheres reconheceram Rafael e confirmaram como autor dos estupros.

A investigadora Vanusa Macedo, contou em entrevista que Rafael selecionava suas vítimas, normalmente eram mulheres novas, com idade entre 18 e 25 anos, e eram atacadas no trajeto de ida ou de volta do serviço. Rafael geralmente abordava as mulheres em paradas de ônibus, sempre armado com faca ou caco de vidro.

Ao serem surpreendidas as vítimas eram levadas para um lugar ermo, um terreno baldio, onde eram abusas, roubadas e agredidas com socos e chutes. Há indícios de casos que o autor teria invadido residências para cometer o ato.

“Ele escolhia suas vítimas, pessoas mais frágeis e usava realmente de oportunidade. Muitas vezes elas desciam sozinhas do ônibus, no local não havia transito, nem pessoas passando por la, o que facilitava no ataque”, conta Wanuza.

O acusado que é usuário de drogas, nega os crimes, e diz que o último caso foi apenas um ato sexual. Rafael alegou que é soro positivo e através de exames feitos pela polícia houve a confirmação.

A delegada Priscilla Anuda Quarti, responsável pelas investigações, faz o alerta para que as mulheres denunciem casos de abusos como este e que possíveis vítimas do autor procurem a unidade para que possam fazer o reconhecimento do mesmo.

Anuda frisa que o quanto antes, após o ato a vítima buscar ajuda e tomar o coquetel indicado, maior as chances de identificar o autor e de prevenir a contração de doenças.

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