Estudantes com câncer fazem Enem em hospital

Paciente está no final do tratamento de leucemia e vai fazer o enem em hospital (Foto: Reprodução/EPTV)
Paciente está no final do tratamento de leucemia e vai fazer o enem em hospital (Foto: Reprodução/EPTV)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece neste sábado (5) e domingo (6), terá um sabor especial para três estudantes de Campinas, em São Paulo, além de representar a oportunidade dos jovens ingressarem em uma universidade. Os adolescentes são pacientes do Centro Boldrini, especializado no tratamento de câncer infantil, e vão realizar as provas dentro da unidade por estarem no final do tratamento contra a leucemia. A medida acontece porque os alunos ainda não podem deixar o hospital, que foi um dos primeiros a realizar o pedido.

A prova vai ser feita em uma sala do Centro Boldrini e as questões vão chegar em um malote lacrado trazido pelos funcionários dos Correios, com escolta da Polícia Militar. Fiscais do Ministério da Educação (MEC) vão acompanhar todo o exame e os pacientes terão uma hora a mais de prazo para concluir o exame. Qualquer hospital do país pode fazer o pedido para que as provas sejam realizadas no local.

A estudante Trycia Lupiano tem 18 anos e está na última fase do tratamento contra a leucemia. Ela precisa receber a quimioterapia a cada 21 dias e passa seis horas por dia tomando medicação. Quando não está tomando os remédios, a jovem vai com a mãe até o Boldrini para estudar e tirar dúvidas.

“Tenho mal estar, tenho ânsia de vômito, mas eu me recupero e vou estudar, porque eu quero me formar em direito e ser delegada”, disse. A mãe dela, Márcia Regina Lupiano, comemora o esforço da filha. “Eu tenho muito orgulho da minha filha, desde que ela descobriu a doença, ela procurou o cursinho, ela que quis estudar”, afirmou.

Já Oziel Costa, de 16 anos, quer fazer faculdade de medicina e também realiza os estudos em uma sala do hospital. “Quando você está estudando, você fica com a cabeça nos estudos e nem lembra que está fazendo tratamento. Eu nem sabia que existia hospitais assim até conhecer esse”, contou. (G1)

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