Estudante de Direito falsifica código de barras para desviar R$ 80 mil de mercado

O estudante de direito, Paulo Flores Arguelho Sobrinho, 23 anos que trabalhava há dois anos e meio como auxiliar financeiro na unidade da Rede de Supermercados Pague Pouco no Bairro Mata do Jacinto em Campo Grande, adulterou o código de barras dos boletos para desviar aproximadamente R$ 80 mil em 10 meses. Ele foi preso e Indiciado pelo crime de furto qualificado com abuso de confiança.

Paulo prestou esclarecimentos à polícia e responderá em liberdade
Paulo prestou esclarecimentos à polícia e responderá em liberdade

De acordo com o delegado Carlos Delano, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), onde o caso foi investigado, série de furtos ocorreu durante 10 meses, mas o caso foi levado à polícia há cerca de uma semana.

Equipamentos obtidos com dinheiro desviado de supermercad
Equipamentos obtidos com dinheiro desviado de supermercad

“Responsáveis pelo mercado perceberam o rombo durante prestação de contas e começaram a suspeitar do funcionário. A suspeita aumentou depois que ele saiu de férias e boletos de uso pessoal, junto com contas da empresa foram encontrados em meio as coisas dele. Na semana passada, tivemos conhecimento do fato”, explicou o delegado.

Com os desvios, o funcionário adotou novo estilo de vida, que não condizia com o salário de R$ 1,5 mil por mês. De acordo com Delano, com a adulteração, ele pagou a faculdade de Direito (R$ 1.140), o cursinho para medicina da prima (R$ 1.390) e as contas da residência, como luz e água.

Paulo foi detido na quarta-feira (5), na casa onde mora, no Bairro Monte Castelo, os investigadores apreenderam televisores, notebooks, netbook, videogame e um veículo Fiat Punto, os quais foram adquiridos com dinheiro desviado da empresa vítima.

Ele foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre a acusação. Em interrogatório, acabou admitindo ter cometido o crime e foi liberado, já que não houve situação de flagrante. Responderá em liberdade pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança, podendo pegar de dois a oito anos de prisão, se condenado.

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