Estado irá ampliar capacidade de realizar exames de DNA contra crimes

Lúcio Borges

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) anunciou ampliação de estrutura para realizar exames de DNA em investigação contra crimes que ocorrem em Mato Grosso do Sul. O Estado ganhou aparelho, o pipetador automático da Quiagen, para coleta de material genético de condenados em MS e a realização de outros exames periciais relacionados à DNA para identificar provas de crimes. Assim, os peritos criminais do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), da Coordenadoria Geral de Perícias (CGP), passam a contar agora com o novo equipamento, que permite automatizar e agilizar exames dessa natureza.

A nova estrutura já está disponível no Ialf e os peritos criminais do instituto realizaram treinamento agora em fevereiro para utilização do novo sistema. O equipamento foi doado para o Estado pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) para atender meta de projeto apresentado sobre coleta de material genético de condenados, atualmente reclusos no sistema carcerário estadual.

Conforme a Sejusp, o tipo de coleta até já vinha acontecendo em MS, mas ainda sem conseguir atender toda a demanda. A proposta com essa modernização do Ialf é avançar nos exames de DNA e permitir colaborar ainda mais com a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

Em dados nacionais, o banco tem armazenado mais de 13,1 mil perfis genéticos, sendo que em sua maioria o material coletado foi em cenas de crimes e uma menor quantidade em condenados identificados criminalmente. Sua estruturação começou em 2013, depois da publicação da lei federal 12.654, de 28 de maio de 2012, que regulamenta a coleta de perfil genético como forma de identificação criminal.

Tecnologia no equipamento

O novo equipamento disponível para os peritos criminais do Ialf possui software interligado que permite a programação das reações que são necessárias para se realizar os exames. Os reagentes e as amostras de DNA são colocados nas placas e a reação de mistura ocorre de modo automatizado.

O pipetador automático garante que o processo de pipetagem (transferência de volume) seja feito automaticamente pelo novo equipamento. Isso resulta em redução de cerca de 40 minutos por procedimento, além de reduzir a probabilidade de erro humano na sistemática de produzir as reações necessárias ao misturar o reagente.

Os exames de DNA, além de contribuírem para o banco de dados de condenados, permitem que o combate a crimes sexuais seja mais efetivo, aumentando as chances de identificar autores por meio de provas contundentes. Também podem ser determinantes para localizar autores de assassinatos e até mesmo de outros crimes. (Com informações Ascom Sejusp)

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