Espetáculo de Dança Tem Trem no Armazém Cultural

O grupo de street dance, Funk-se, está com novo espetáculo a estrear nos dias 17 e 18 de abril: “TemTrem?”. O trabalho conta sobre a chegada e os impactos da ferrovia em Campo Grande/antigo Mato Grosso e será realizado às 20h30, no Armazém Cultural de Campo Grande (MS).

O projeto TEMTREM? conta o financiamento do Fundo Municipal de Investimentos Culturais – Fmic 2013 (da Fundação de Cultural do Município e Prefeitura Municipal de Campo Grande), e apoio da Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul – FCMS através da Sectei. Ele investiga e promove uma relação da chegada da ferrovia em 1914 em Campo Grande/antigo MT, com a revolução industrial que assolava o mundo e as danças sociais urbanas, do início do século XX, dos Estados Unidos da América.

temtrem

Era um momento em que se falava progresso, evolução e principalmente, uma promessa de vida nova”, explica o diretor do Funk-se, Edson Clair. Ele cita também que diversos povoados surgiram à beira da linha férrea, trazendo desenvolvimento econômico e vinda de imigrantes para o Estado do MS. “Houve aumento da população urbana, incremento dos serviços e atividades relacionadas ao turismo, e do próprio comércio. E além da Capital Sul-Mato-Grossense, outras cidades tiveram grande crescimento como Aquidauana, Miranda, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Terenos, Três Lagoas e Sidrolândia, que surgiram em função da linha Férrea”, acrescenta Clair.

Edson Clair conta que o Grupo Funk-se trabalha com pesquisas de danças urbanas e TemTrem?, busca uma ligação das origens das danças sociais urbanas que se iniciaram na década de 20 (Charleston, Lindy Hop, sapateado e boogie) e dos novos panoramas surgidos com a ferrovia. “É uma ponte entre o tema e a dança, para explicar as sucessivas transformações dos espaços sociais e das memórias de um passado histórico”, finaliza o diretor de danças urbanas.

Grupo Funk-se – Criado em 1996, o Funk-se, trabalha a dança em vários tipos de espaço, democratizando o acesso às manifestações artísticas propostas pelo grupo. Já esteve presente nos palcos de SP, PR, GO, MG, MT, e mais de 30 cidades do Estado de Mato Grosso do Sul. Vale ressaltar a premiação obtida por duas vezes na Funarte (Prêmio Klaus Vianna) com o espetáculo Frágil ou o Sentido da Ruptura”, que aborda a questão indígena. Além disso, também já foi selecionado para diversos festivais regionais e internacionais.

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