Espanha vai às urnas para tentar destravar impasse político

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Pedro Sánchez, atual primeiro-ministro, foi eleito em abril sem maioria no Parlamento e precisou convocar novas eleições após falhar em formar um governo até 23 de setembro (Marcelo del Pozo/Getty Images)

A Espanha vai às urnas neste domingo, 10, pela quarta vez em quatro anos para tentar formar um governo que tire o país do atual impasse político. O primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez foi eleito em abril sem maioria no Parlamento e falhou em formar uma coalizão até 23 de setembro, sendo obrigado a convocar novas eleições. Sánchez tenta desesperadamente se manter no poder, mas, segundo as pesquisas eleitorais, pode mais uma vez entrar em um beco sem saída, e nada garante que não haja uma quinta eleição no ano que vem.

O jornal espanhol El País projeta que seu Partido Socialista dos Trabalhadores Espanhóis (PSOE) vençerá novamente, com menos assentos do que os conquistados no pleito de abril. Dos 350 representantes que compõem o Parlamento espanhol, os socialistas elegeriam apenas cerca de 116, comparados aos atuais 123. Dessa forma, seriam obrigados mais uma vez a tentar negociar uma coalizão.

Em contrapartida, a direita ganharia espaço. O Partido Popular (PP), de centro-direita, que está em segundo lugar na pesquisa do jornal, pularia de 66 para 94 assentos. A extrema-direita, representada pelo Vox, partido fundado no final de 2013, chega em terceiro, dobrando seu número de parlamentares para 42.

Conquistar outros partidos para formar uma coalizão ou, pelo menos, não derrubar um governo do PSOE continuará difícil para Sánchez. Após as eleições de abril, o premiê tentou negociar com a legenda de esquerda Unidas Podemos para se manter no poder, mas não conseguiu destravar o impasse com o líder do partido, o cientista político Pablo Iglesias.

Dessa vez, o cenário continua problemático. Segundo o El País, o Unidas deve perder assentos no Parlamento após o pleito deste domingo, de 42 para 36 parlamentares.

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