Entidades farão e lançam amanhã o “Maio Amarelo” na Capital

Lúcio Borges

A campanha no ou por um trânsito melhor, que passou a acontecer anualmente em específico pelo movimento “Maio Amarelo”, em 2018 tem como tema “Trânsito é feito de gente e a gente merece respeito”. Em Campo Grande, três entidades anunciaram que realizarão uma mobilização que contará com a dianteira da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande), em conjunto com o Rotary Club e o Conselho Comunitário de Segurança Central. A ação será já lançada na noite desta terça-feira (24), na sede da CDL. O Movimento nasceu há cinco anos no Brasil, com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

De acordo com o presidente da CDL, Adelaido Vila, o Maio Amarelo é um importante momento de reflexão da vida. “São milhares de vítimas fatais todo ano. Alguma coisa precisa ser feita para mudar essa realidade. Por isso, a CDL se orgulha em fazer parte desta campanha, que ao longo dos anos tem feito a diferença. É um momento de unir forças e mudar a realidade em nossa capital. Aqui também as estatísticas são altas e muitas famílias perderam pessoas queridas no trânsito de Campo Grande”, ressaltou Adelaido.
Serviço – O Lançamento da campanha está previsto para amanhã, a partir das 19 horas, no auditório da CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande, na Rua Antônio Correa, 471 – Jardim Monte Líbano

Mês, a cor e até o símbolo da campanha dedicada à segurança viária não foram escolhidos por acaso

Maio Amarelo já ficou conhecido até internacionalmente como um mês em prol da segurança viária, com o intuito de salvar vidas nas vias e rodovias de todo o planeta, mas você sabe por justamente este mês e esta cor foram escolhidos para representar essa luta?

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A escolha de maio para marcar essa mobilização foi motivada pelo fato da ONU (Organização das Nações Unidas) ter instituído a Década da Ação para Segurança no Trânsito no mês de maio de 2011, daí a referência atual.

A cor, claro, também tem uma motivação. O amarelo foi escolhido por simbolizar “atenção no trânsito”, uma referência mundialmente conhecida nos faróis de trânsito, por exemplo. O laço, símbolo do Maio Amarelo, não surgiu “do nada”. Aliás, muito pelo contrário, o objeto já é quase referência em campanhas similares como o Outubro Rosa, em prol do combate ao câncer de mama, e o Novembro Azul, contra o câncer de próstata. Mas por que utilizar o laço que remete à luta contra doenças para uma campanha de trânsito? Pois, segundo os organizadores do Maio Amarelo, os acidentes no trânsito já viraram uma epidemia.

Em 2018, quando a campanha completa cinco anos de existência, dois temas foram eleitos para terem o trabalho educativo intensificado: o uso do cinto de segurança e o excesso de velocidade, fatores que impactam no aumento de mortes e que estão mais do que presentes no “universo” dos caminhões.

DÉCADA DE AÇÃO PARA SEGURANÇA NO TRÂNSITO

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

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