Empresários acabam presos por terem menores em boates e ainda bêbados

Lúcio Borges

Fachada do Bar Fly  (foto: divulgação PM-MS)

O fim da noite de sexta-feira (8), madrugada deste sábado, foi de operação conjunta entre polícias e órgãos fiscalizadores do comércio noturno de entretenimento em Campo Grande, para verificar irregularidades e crimes, como acolher menores de idade e vender bebidas alcoólicas aos mesmos. A presença de adolescentes e o comércio de bebidas não é assim, uma novidade entre os frequentadores e mesmo de conhecimento geral, mas a ação das autoridades que até ainda surpreendeu, flagrou e acabou por prender donos e responsáveis por pelos menos duas casas noturna/boates da Capital. À principio, os donos dizem  que não haveria venda a adolescentes, mas menores acabam’entregando”.

A Operação conjunta entre as Polícias (Militar, Militar Ambiental, de Trânsito, e, Policiais Civis) com Agentes da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana) e Conselho Tutelar, rendeu a ‘Batida’, que na madrugada de hoje (9), flagrou grupo de menores de idade consumindo bebida alcoólica nas casas noturnas Bar Fly, no centro, e na Mata do Segredo, região Norte. Além disso, drogas ‘apareceram’ no chão das boates durante a revista dos agentes. Dois empresários foram presos levados para a delegacia para prestar esclarecimentos.

As informações da Polícia Militar, repassaram que equipe flagrou os adolescentes dentro dos estabelecimentos vistoriados. No primeiro, uma boate na região da Mata do Segredo, foram encontrados os papelotes de drogas no chão, adolescentes alcoolizados, além de irregularidades no prédio que foram notificadas por equipe da Semadur.

Já no Bar Fly, na região do Jatiuca Park, próximo a uma Universidade, além de menores de idade embriagados, a aferição da polícia constatou que o volume do som ultrapassava o limite permitido por lei e por isso, toda aparelhagem de som foi apreendida e a conhecida proprietária, Maria de Fátima Menas, presa em flagrante. Os menores de idade foram levados para a delegacia, onde acabaram por “confessar” e entregar a venda no local.

Outra região com som além do permitido

Na Vila Manoel da Costa Lima, pouco a frente do Fly, o dono de um estabelecimento alvo de diversas denúncias, foi multado em R$ 10 mil por causa do som alto. Lá, os policiais mediram com decibelímetro (equipamento para aferir a pressão de som emitida pela aparelhagem) e o resultado foi de 100,7 decibéis, quando a potência permitida para o horário e região é de 45 decibéis.

As aparelhagens (caixas e mesa de som) foram apreendidas. Os proprietários do bar , além de autuados administrativamente, responderão por crime ambiental de poluição sonora.

Donos dizem  que não, mas menores ‘entregam”

Maria de Fátima Menas, proprietária do Bar Fly, que em últimas notícias ‘apareceu’ por ser alvo de ameaças de preconceitos, hoje é noticiada por ser uma das presas durante operação da polícia em casas noturnas, durante a madrugada deste sábado. Dados da PM, apontam que bebidas alcoólicas eram vendidas para menores no local, o mesmo onde um adolescente de 17 anos morreu após sair de uma festa open bar em novembro de 2016.

O advogado de Fátima informou que a cliente nega que tenha vendido bebida alcoólica para menores, no entanto, dois adolescentes de 15 anos e um de 17, que estavam no bar, confirmaram em depoimento que conseguiram comprar o produto proibido dentro do Bar Fly. Teste de alcoolemia feito pelos menores de idade também confirmou a embriaguez.

Fátima e o gerente da casa noturna, identificado como Otávio Ronda Diniz, de 45 anos, foram presos em flagrante e levados para a 1º Delegacia de Polícia onde vão aguardar audiência de custódia que deve ser realizada na segunda-feira (11).

O Art. 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente, proíbe a venda, fornecimento ou entrega de bebida alcoólica, ou outros produtos que possam causar dependência física ou psíquica, para crianças e adolescentes.

Morte de adolescente

Na noite do dia 12 de novembro de 2016 um adolescente de 17 anos morreu após sair de uma festa open bar realizada no Bar Fly. Ele disse para a mãe que iria em uma lan house para jogar e foi para a festa, onde teria ingerido bebidas alcoólicas.

Conforme informações da polícia, o adolescente morava no Bairro Zé Pereira e disse para a mãe que iria até uma lan house nas proximidades do Shopping Campo Grande para jogar. Não há informação se o jovem chegou a ir até a lan house, mas depois foi até o Bar Fly, localizado na Rua Pajuçara, onde, segundo a polícia, ingeriu bebidas alcoólicas. Ele passou mal dentro do bar e foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

 

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