Empresária campo-grandense multi-campeã do Taekwondo carrega com emoção a Tocha Olimpica

Fotos : Paulo Francis
Fotos : Paulo Francis

A passagem da Tocha Olímpica por Campo Grande neste sábado (25), teve nesta tarde com atletas e ex-atletas o inicio do revezamento pelas ruas da Capital. Os primeiros 2,4 quilômetros dentre os 40 km que o fogo olímpico percorrerá na cidade, a empresaria campo-grandense Soraia Dibo de Faria, recebeu a missão e reviveu a emoção esportiva, da qual já participou e representou o Mato Grosso do Sul e o Brasil, sendo multi-campeã nacional e internacional na modalidade de luta do Taekwondo. O público acompanhou a passagem e saudou com alegria, gostando e se orgulhando do momento histórico, vivido entre amigos e até ‘torcida organizada’ planejada em escolas.

A campo-grandense campeã Pan-americano e Sul-americana de Taekwondo, como penta campeã brasileira do esporte, foi uma das primeiras a ter o privilégio de caminhar com o símbolo das Olimpíadas Rio 2016. A Tocha saiu da Base Aérea da Capital, seguindo pela Avenida Duque de Caxias, onde na 12ª posição, Soraia Dibo, recebeu o acendimento de sua tocha, seguindo por 200 metros pela Rua dos Andradas.

“Como esportista, ou mesmo como cidadã campo-grandense é um privilegio, uma das emoções da vida que passamos uma vez e que fica quase que indescritível de mensurarmos. O dia é um momento histórico para nossa cidade, e ainda mais para nós, que já passamos pelo esporte ou sempre vamos ter a veia esportiva e de cidadania, que principalmente representa uma Olimpíada”, mencionou Soraia.

IMG_5587O mestre Roberto Elias, que foi professor da hoje também empresária, se emocionou com a aluna, relembrando suas conquista e reconhecimento sendo visto tempos depois em um evento de muita representatividade. “Parabéns minha querida aluna você é merecedora desse momento, em que você carregando o maior simbolo esportivo mundial, participa de um dia histórico, relembrando sua historia e feitos como atleta e representante de nossa cidade e país”, disse Elias.

Para a professora Jurema, da escola municipal Osvaldo Cruz, apesar de rápida, a passagem da tocha, fez a população viver ou sentir um pouco o que representa o maior evento esportivo mundial, que acontece pela primeira vez no Brasil, de 05 a 21 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro. “Um simbolo, uma passagem olímpica dessa, não vamos ter mais em nossa cidade ou vai ser bem difícil, sendo exemplo de cidadania.

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Grupo de professores e alunos atletas

Fizemos cidadania aqui apoiando o Brasil, sendo olimpíadas, vivendo o esporte”, disse.

Título maior

A carioca Aparecida Santana Soares (até 57 kg), e Soraia Dibo, de Campo Grande, foram as forças femininas na modalidade, nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, em 1999. Naquele ano a campo-grandense consagrou-se campeão em maior titulo conquistado do Brasil pelo esporte com as mulheres.

Esporte olímpico desde 1994, o Taekwondo do Brasil vivia seu melhor momento e tirou grande proveito disso durante os Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá. Com golpes certeiros e contra-ataques mortais, os atletas obtiveram o maior número de medalhas até então conquistadas: quatro, sendo bronze em Indianápolis/87, e ouro, prata e bronze em Havana/91. A equipe brasileira esteve representada com cinco lutadores, três homens e as duas mulheres.

Confiante no potencial daquele grupo, o técnico paulista Carlos Negrão, que comanda a Seleção Brasileira adulta da arte marcial desde 1995, afirma que os atletas estão em evolução permanente. “O taekwondo tem crescido tecnicamente nos últimos anos. O Brasil figura hoje como primeira potência da América do Sul, e quarta no continente Pan-Americano”, lembra o ex-atleta, que ainda defende a luta como ideal para o desenvolvimento do raciocínio rápido e da flexibilidade.IMG_5579IMG_5582

As gerações e encontram com a atleta multi-campeã repassando simbolo ao jovem atleta.
As gerações e encontram com a atleta multi-campeã repassando simbolo ao jovem atleta.

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