Empresa da Capital pagará R$ 15 mil à funcionária por humilhação no whatsapp

Uma vendedora vai receber indenização de R$ 15 mil por danos morais após comprovar que era exposta a situação vexatória pelo gerente da empresa onde trabalhava. Essa foi a decisão, por unanimidade, dos desembargadores da Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região que reformaram a sentença da 7ª Vara do Trabalho de Campo Grande que tinha entendido não ter sido demonstrado o assédio.

Vídeos de humilhações eram compartilhados no aplicativo - Foto: Reprodução
Vídeos de humilhações eram compartilhados no aplicativo – Foto: Reprodução

A trabalhadora alega que sofria “muita pressão psicológica e com tratamento hostil por parte do gerente regional (…) agindo sempre com deboche e grosseria”, sofrendo xingamentos e advertências agressivas e humilhantes por meio do sistema aberto de comunicação viva-voz, o que era presenciado por todos os presentes. Além disso, submetia-se a reuniões intituladas “Treinamento dos Piores” e “puxada”, nas quais deveria “ficar pulando, cantando algumas músicas inventadas de momento” o que causava constrangimento e exposição indevida, pois as reuniões eram filmadas e divulgadas na internet.

Segundo uma das testemunhas do processo, os vendedores da empresa administradora de crédito “eram obrigados a fazer a puxada de venda, que consistia em fazer barulho e cantar ‘musiquinhas’; tal procedimento era gravado e compartilhado entre os supervisores e gerentes pelo WhatsApp; os vendedores não gostavam de tal dinâmica”.

O relator do processo, Desembargador Francisco das Chagas Lima Filho, afirma que o procedimento empresarial de filmar a trabalhadora e compartilhar com outras pessoas pelo aplicativo WhatsApp causou constrangimentos e vexames à vendedora, sendo caracterizado como assédio moral.

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