Empreendedores saem da informalidade em evento do Sebrae

Na praça Ary Coelho, em um stand montado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae MS), o analista técnico, Carlos Henrique de Oliveira, oferece ajuda aos visitantes que desejam sair da categoria autônomo para se tornarem microempreendedores individuais (MEI). No Estado a categoria já ultrapassa os 70 mil.

Até sexta-feira (17), trabalhadores informais terão a oportunidade de receber consultoria para formalizar microempreendimentos, atividades que rendam em torno de R$5 mil ao mês, ou até R$60 mil ao ano.

Há 5 anos, o marceneiro, Davino Eugênio  Pereira (50) e sua esposa, Rosimari Sakamoto (53), realizam o sonho de administrar o próprio negócio. Depois de 35 anos como empregado, Davino conta que ficaram as habilidade técnicas que ele aplica nos serviços de restauração de móveis de sua empresa que alcança em média R$50 mil por ano. Com o desejo de crescer empresarialmente, o casal decidiu que é hora de formalizar seu pequeno negócio para poder atender outros públicos, “Nosso objetivo é crescer e formalizados poderemos participar de licitações, emitir nota fiscal e atender empresas”, explica Davino.

“Hoje o MEI não é mais novidade, depois de quase 5 anos de Lei Federal as pessoas estão se conscientizando e buscando mais informações e oportunidades”, aponta Carlos Henrique. Ele explica que a motivação da procura é um detalhe importante já que geralmente quando são movidos pela necessidade os microempreendimentos tendem a traçar caminhos sinuosos, “Quando é baseado na necessidade há um o esforço maior para alcançar o objetivo e as pessoas acabam focadas só no ganhar dinheiro”. Segundo ele é geralmente aí que as pessoas caem na estatística de que a cada 2 anos uma empresa fecha.

Já quando o empreendedorismo acontece por oportunidade, a pessoa entende melhor que ela precisa se aperfeiçoar tanto na parte técnica, quanto administrativa, “Ela começa a saber um pouquinho e quer saber cada vez mais”. O perfil desse público de acordo com Carlos, são pessoas geralmente na informalidade, que já oferecem o serviço, mas não recolhem INSS, ou querem começar um negócio, mas não tem uma grande quantidade de capital a ser investido.

Renata Maia, analista do Sebrae, acredita que a principal dúvida hoje é saber diferenciar o microempreendedor individual da microempresa, “O MEI dispensa o contador  e não precisam pagar imposto sobre o valor da venda, ele só paga uma taxa mensal onde já está incluso o ICMS e o INSS”. Ela conta que as maiores demandas são pelo comércio de roupas e beleza.

Para o economista, Michel de Matos, o conceito de MEI é algo muito novo ainda, mas é algo que já está no espírito dos brasileiro, “As pessoas se identificam com esse tipo de atividade”. De acordo com o economista, o crescimento constante do microempreendedorismo também envolve uma busca subjetiva por parte do público, que quer crescimento profissional e formas de agregar renda, “Existe esse fator social de sair de um status e ir para outro sempre procurando ser alguém ter uma identidade e então elas tem o CNPJ por exemplo”.

Neide Nates (45) e sua filha Andréia Nates (25) estão no time das oportunidades. Há cerca de um ano decidiram montar uma lanchonete e procuraram a consultoria para verificar se estão no caminho certo, “Hoje nossa maior dúvida é sobre os preços porque são muito picados”. Além disso estão em busca de todos os alvarás de funcionamento para não terem problemas com a venda de bebidas alcoólicas por exemplo.

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