Em Plenário, Simone Tebet defende reformas com justiça social

Em discurso no Plenário do Senado, a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet defendeu as reformas previdenciária e tributária. Para ela, especialmente a tributária, pode ajudar a reduzir as desigualdades sociais. Ela afirmou que esta semana a CCJ está tendo quatro dias intensos de debates sobre as duas reformas. Simone entende que as duas reformas podem tramitar quase que simultaneamente pelo Senado. “Seja a reforma da previdência, seja a reforma da tributária, elas mexem com a vida dos 210 milhões de brasileiros e daqueles que irão nascer. Consequentemente, é possível tratar concomitantemente. É possível e é desejável, porque uma complementa a outra. Elas têm pontos em comum e são complementares”, disse.

Em seu discurso, Simone explicou que a reforma da previdência “é um olhar para dentro da máquina pública, para o déficit previdenciário e fiscal, pensando em números, mas não esquecendo das pessoas, dos trabalhadores, daqueles que estão para se aposentar”, afirmou ao dizer que a reforma da previdência não será, sozinha, a “salvadora da Pátria”.

“Seja qual for a reforma da previdência que apresentemos à sociedade, ela vai resolver o déficit fiscal e previdenciário, que corrói o dinheiro dos impostos que nós pagamos, que eram para ser destinados para saúde, para educação, para segurança pública, para obras de infraestrutura, que são todos os anos alocados para cobrirmos um rombo. Mas, a reforma da previdência não consegue solucionar o problema do desemprego. Por isso, concomitantemente, estamos tratando, sim, da reforma tributária”. Para Simone, o sistema de cobrança de impostos é injusto”.

A senadora encerrou seu discurso lembrando de Ulysses Guimarães, quando da promulgação da Constituição de 1988. “Ele disse: “Só é cidadão aquele que ganha salário justo, aquele que come, aquele que lê e escreve, aquele que mora, aquele que tem lazer quando descansa”. Essa foi a frase de Ulysses Guimarães. Qualquer reforma que nós façamos, a administrativa, a política, a tributária, a previdenciária, tem que vir com esse olhar, tem que vir com o olhar de quem mais precisa. É a única forma de nós garantirmos a tão sonhada igualdade”, finalizou.

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