Em menos de uma semana MS gera 850 novos postos de trabalho

Da Redação/JP

Mato Grosso do Sul deve se manter no topo do ranking de empregos, segundo projeção do Governo do Estado. Em apenas uma semana, foram ativados 850 novos postos de trabalho no setor industrial.

Na terça-feira (9), o governador Reinaldo Azambuja participou da inauguração da unidade de produção de açúcar da Usina Iaco em Chapadão do Sul. A empresa tem uma destilaria de álcool no município, onde estão empregados 900 operários. Com a ampliação para produção de açúcar, foram abertos 150 novos postos de trabalho na indústria e outros 450 empregos indiretos. A Iaco emprega mão de obra de Chapadão do Sul, Costa Rica e Paraíso das Águas.

Na quinta-feira (11), Reinaldo Azambuja inaugurou a Cervejaria Campo Grande, do Grupo RFK, que produz os refrigerantes Refriko. A fábrica abriu 250 vagas de trabalho, melhorando os índices de emprego na Capital. De acordo com a empresa, na cadeia de produção e distribuição de cerveja, serão gerados milhares de empregos.

“Aqui está um exemplo do que tem sido a tônica do nosso governo, a troca de tributos por novos investimentos e geração de empregos, o que tem atraído grandes grupos empresariais, diversificado a nossa economia e colocado Mato Grosso do Sul como o Estado que mais gerou postos de trabalho”, destacou Reinaldo Azambuja durante a cerimônia de inauguração.

Segundo o governador, em cinco anos, de 2015 até 2020, atraídos pelos incentivos fiscais e devido ao clima de confiança proporcionado pelos indicadores sociais e econômicos, como evolução positiva do Produto Interno Bruto (PIB) solidez fiscal, transparência e competitividade, os investidores devem injetar no Estado R$ 37 bilhões. Neste ano, a estimativa é de captação de R$ 3 bilhões, dos quais mais de R$ 1 bilhão em Dourados, com a instalação de complexo industrial da Coamo Cooperativa Agroindustrial e expansão da unidade de processamento de carne suína do Grupo Seara, empreendimentos que devem gerar mais de 2 mil empregos diretos.

Com investimento de R$ 650 milhões, a Coamo está instalando uma indústria que terá capacidade de processamento de 3 mil toneladas de soja/dia e produção de farelo e óleo, e uma refinaria para 720 toneladas/dia de óleo de soja refinado. O complexo vai absorver anualmente 15 milhões de sacas de soja/ano. As duas unidades vão estar operando plenamente em 2019. Nesse processo de implantação são gerados empregos nas obras civis e no início da produção serão abertos novos postos de trabalho.

“Esse é o papel do governo: induzir o desenvolvimento, atrair investimentos, criar condições e ambiente favoráveis para as empresas expandirem sua produção. Não é a toa que Mato Grosso do Sul é o único estado do país com índice positivo no PIB em 2015, 2016 e vai ser melhor ainda em 2017, enquanto o Brasil todo amarga uma crise severa. Somos o único Estado em geração positiva de emprego e o que mais gerou empregos no Brasil nos últimos doze meses”, destaca Reinaldo Azambuja.

Mais uma liderança

A Usina Iaco tem uma destilaria de álcool, onde estão empregados 900 operários (Foto: Divulgação)

Para o governador, também são fundamentais para a expansão da economia e fatores importantes na decisão dos empresários, matéria prima em abundância, localização estratégica, no eixo dos grandes centros consumidores, água, energia, redução de encargos tributários e políticas públicas de indução ao desenvolvimento. “Além desses atrativos, os investidores são bem recebidos pelo governo, aqui eles não encontram a porta fechada”.

No momento em que Mato Grosso do Sul dá fortes sinais de retomada do crescimento, Reinaldo Azambuja destaca mais uma boa notícia. Mato Grosso do Sul pode saltar do 9º para o 1º lugar do ranking nacional de produção de peixes com concessão pelo Governo Federal de parques aquícolas no rio Paraná, para produção de tilápia em tanques-redes.

A diversificação da base econômica do Estado “é muito importante e vamos seguir com a política de troca de imposto por emprego. Como indutor do desenvolvimento, estimulando o crescimento da economia, conseguimos também estimular o progresso social, por meio de mais emprego e renda. Quanto mais indústria, mais renda com a movimentação das cadeias produtivas”.

Segundo o governador, quando o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, esteve em Campo Grande, no dia 3 de abril, foi reivindicada pressa na outorga dos parques aquícolas. A concorrência foi autorizada e os envelopes com as propostas abertos na quinta-feira (11.5), resultando vencedoras as empresas Tilabras e GeneSeas, está última já atuando com frigorífico de peixes em Aparecida do Taboado.

As duas empresas vão instalar 554 hectares de tanques-rede para criar tilápias nos lagos das duas usinas entre os municípios de Aparecida do Taboado e Três Lagoas, com capacidade para produzir até 120 mil toneladas ao ano. Para tanto, vão pagar outorga de R$ 2, 14 milhões pelo direito de uso dos lagos por 20 anos. A GeneSeas é especialista em aquacultura e líder no mercado brasileiro. O frigorífico da empresa em Aparecida do Taboado produz 20 mil toneladas/ano. A Tilabrás está em fase de implantação do maior frigorífico de tilápia do mundo em Selvíria, com investimento de R$ 150 milhões.

O entusiasmo do Governo do Estado com a outorga das águas do Paraná se justificam pela quantidade de peixe que será possível tirar desses tanques-rede. O Paraná, atual campeão brasileiro de piscicultura, produziu 93.600 toneladas no ano passado, segundo dados do Anuário Brasileiro de Piscicultura elaborado pela Associação Brasileira de Piscicultura. Mato Grosso do Sul – segundo o mesmo Anuário – figurava na nona posição com 24.150 toneladas/ano de pescado e pode saltar para a primeira posição já no próximo ano.

“É um fato extremamente importante, essas empresas nós trouxemos ao Estado atraídas pelo programa de incentivos fiscais. Nosso foco, agora, é o encadeamento produtivo da piscicultura. Vamos buscar integrar os produtores da região e também de outras regiões do Estado”, destaca Reinaldo Azambuja.

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