Em jogo tenso no Nacional, Cavani é expulso, Chile vence e está na semi

Atacante entrou em campo de cabeça quente, Roja aproveitou e ganhou o jogo

Mesmo com a cidade sofrendo com emergência ambiental e com a pior poluição desde 1999, que fez o governo cortar a educação física nos colégios, Chile e Uruguai fizeram um jogo quente, brigado e corrido nesta quarta-feira, pelas quartas de final da Copa América. Acabou que Cavani perdeu a cabeça, deu um tapinha em Díaz, foi expulso por Sandro Meira Ricci, e Isla acabou sendo o herói da noite, aproveitando passe de um brilhante Valdivia, dando um novo ar para a Roja respirar em busca do título inédito.

Foto AFP
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Agora, a seleção anfitriã espera pelo vencedor do jogo entre Bolívia e Peru, nesta quinta-feira, em Temuco. A semifinal está marcada para segunda-feira da semana que vem, novamente no Estádio Nacional, em Santiago.

Óscar Tabárez disse que o Chile era um time muito desequilibrado e que daria espaços. E tentaria se aproveitar disse. Mas também já disse nessa Copa que não há nada de feio em defender. Acabou que o seu segundo “ensinamento” falou mais alto, já que a Celeste ficou encolhida, e no primeiro tempo teve 21% de posse de bola em alguns instantes.

Do outro lado, o Chile mostrava equilíbrio, sim. Jorge Sampaoli encontrou a formação que melhor tem conjunto, e ainda exalta as individualidades. Díaz sendo o cão de guarda, Aránguiz e Vidal correndo e distribuindo, Sánchez e Vargas abertos, e Valdivia livre. A liberdade faz bem ao Mago. Desfilou categoria, dando caneta, dribles e passes.

Cavani viu dois cartões amarelos (Foto: AFP)
Cavani viu dois cartões amarelos (Foto: AFP)

Porém, o Uruguai assustou logo no início, e quase forçou uma falha de Bravo, que se redimiu no lance. Mas não demorou para a Roja mostrar que estava em casa e que iria mandar no jogo. A primeira chance veio com Vargas, que recebeu de Isla e arriscou um voleio, mas foi por cima. A seguinte surgiu com boa troca de passes, Aránguiz chutou em cima de Muslera. Mais tarde, Vidal chutou forte de fora, o goleiro espalmou. Tudo estava bem, faltava só Sánchez entrar com mais efetividade.

Do outro lado, todos os olhos estavam em cima de Cavani, que veio com a cabeça no seu pai, que está detido no Uruguai. Difícil falar que isso de fato ocorreu. Mas perdeu algumas bolas que normalmente não deixaria.

No segundo tempo o ritmo se manteve. O Uruguai pouco assustava. Só mesmo em lances isolados, como no canhão de Cavani de longe que foi por cima, quando o jogo já nem estava valendo. Ou em lances de bola parada. O Chile dominava o jogo, mas nada de balançar a rede de Muslera. O tempo passava. Até que Cavani se esquentou e deu um tapinha em Díaz, que antes tinha feito isso. O volante valorizou, caiu, e o atacante foi expulso.

Jogo teve momentos bem tensos (Foto: AFP)
Jogo teve momentos bem tensos (Foto: AFP)

Como Rolán já tinha saído, o único atacante era Abel Hernández. Para pressionar, Jorge Sampaoli colocou Matías Fernández e Pinilla nos lugares de Díaz e Vargas. Mas e o gol? Já começava a dar impressão que ia pintar o bom e velho “quem não faz, leva”. Mas não. Após saída incompleta de Muslera, a bola sobrou para Valdivia, que serviu Isla. O lateral não despediçou e fez, enfim, o Nacional explodir.

Daí para o fim, o Uruguai ficou sem alternativas. O jogo teve mais momentos feios do que bonitos, como a confusão generalizada nos últimos minutos. A partida ficou interrompida, teve briga e nova expulsão, agora Fucile, que já tinha levado uma caneta de Valdivia. A Celeste ainda insistiu, mas nada era favorável, e a Roja segue viva.

FICHA TÉCNICA: CHILE 1X0 URUGUAI

Local: Estádio Nacional, em Santiago (CHI)
Data-hora: 24/06/2015, às 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (BRA)
Auxiliares: Emerson de Carvalho (BRA) e Fábio Pereira (BRA)
Gols: Isla (35’/2°T)
Cartões amarelos: Valdivia (CHI), Cavani (URU), Fucile (URU), Isla (CHI)
Cartões vermelhos: Cavani (URU), Fucile (URU)

CHILE: Bravo, Isla, Jara, Medel e Mena; Díaz (Matías Fernández, 25’/2°T), Aránguiz, Vidal e Valdivia (Pizarro, 39’/2°T); Vargas (Pinilla, 25’/2°T) e Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli

URUGUAI: Muslera, Maxi Pereira, Giménez, Godín e Fucile; Arévalo Díaz, Sánchez (Jonathan Rodríguez, 40’/2°T), Álvaro González e Cristian Rodríguez; Rolán (Abel Hernández, 11’/2°T) e Cavani. Técnico: Óscar Tabárez

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