Em evento da Sedhast, Azambuja reivindica segurança nas fronteiras

Silvio Ferreira

Na manhã desta quarta-feira (21), em cerimônia realizada na Governadoria no Parque dos Poderes em Campo Grande, foi assinado o pacto de adesão ao Sistema Único de Assistência Social, entre o Governo do Estado e os Fundos de Assistência Social dos 79 municípios de MS.

Ao todo, o governo do Estado – por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast) – vai liberar R$ 16,27 milhões neste ano, oriundos do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas), para o cofinanciamento das ações da política de assistência social dos municípios.

De acordo com a titular da Sedhast, Elisa Cleia Nobre, o pacto é uma vitória da assistência social no Estado: “Em um momento de retração e cortes dos investimentos em todo o país, MS celebra esses convênios com um aumento significativo no valor total dos repasses – em mais de R$ 1,2 milhão – em comparação a 2017.”

Também durante o evento, o governador Reinaldo Azambuja destacou que o montante reafirma o compromisso do governo de MS com a política de assistência social e assegura a qualidade no atendimento às famílias e indivíduos que estão em situação de vulnerabilidade e risco social: “Com a assinatura dos convênios, os fundos municipais recebem mensalmente os repasses, o que é de suma importância para a execução de uma política descentralizada de assistência social.”

Segurança na Fronteira e combate ao crime organizado

Azambuja ainda foi questionado sobre o resultado da pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, entre 5 e 8 de fevereiro, e publicada pela revista Exame, em que 86% dos entrevistados afirmaram que não votariam em um candidato que se opusesse ao combate ao contrabando e ao narcotráfico nas fronteiras. De acordo com o governador:

“Isso é uma pauta nacional. O que a pesquisa apontou é o que o governo do Estado defende há muito tempo: o que vemos no Rio de Janeiro é a consequência. A causa está na falta de vigilância do governo federal nas fronteiras. Essa é a prioridade de Mato Grosso do Sul e do Brasil inteiro. Blindar as fronteiras brasileiras.”

Azambuja ainda lembrou investimentos prometidos pelo governo federal, mas não cumpridos: “Onde está o Núcleo de Inteligência de Fronteira prometido por vários ministros da Justiça? Onde está o aumento do efetivo da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal?”, concluiu.

Datafolha
A pesquisa apontou que 86% das 2081 pessoas entrevistadas entre 5 a 8 de fevereiro, concordam com a tese de que os cigarros contrabandeados incentivam o crime organizado e o tráfico de drogas e armas e não votariam em um candidato a presidente que se recusasse o combater o contrabando.

Ainda segundo o levantamento, 62% dos entrevistados apoiam medidas drásticas como o fechamento da fronteira com o Paraguai, para combater o contrabando de cigarros, que segundo os entrevistados, fomentam também o tráfico de armas e drogas pelo crime organizado. Outros 38% defendem uma atitude ainda mais radical do próximo presidente eleito: o rompimento das relações comerciais com o Paraguai.

A pesquisa identificou ainda que, para os entrevistados, há três prioriadades para o combate do problema do contrabando e tráfico: mais investimentos nas ações de segurança nas fronteiras (74%); adoção de penas mais duras para o crime de contrabando (64%) e mais investimentos para as ações de combate ao mercado ilegal de tabaco (57%).

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