Em entrevista, Rose Modesto comenta sobre educação, política e feminicídio

Nádia Nicolau

A deputada federal Rose Modesto (PSDB) foi a entrevistada de hoje do programa Tribuna Livre, de hoje (13). A parlamentar falou sobre temas importantes em pauta no universo da política nacional.

O primeiro assunto comentado foi a decisão do Ministério da Educação (MEC) em bloquear 30% dos recursos orçamentários das universidades e institutos federais do país. Rose Modesto disse claramente que, embora o Brasil esteja enfrentando um momento delicado, há uma certa instabilidade na pasta. “Não houve um comunicado prévio às instituições. O Ministério da Educação não tem noção do impacto dessa decisão. Não é a área que deveria ter sido atingida. A leitura que faço disso é de que está tudo errado”.

Bancada do PSDB em Brasília

No âmbito da Câmara Federal, a deputada explicou que o bancada é bastante independente, mas que sabe ponderar as situações. Ela citou como exemplo a reforma da Previdência. Segundo Rose, há o reconhecimento da necessidade de aprovação, mas não da forma que foi proposta. “A reforma vem muito dura para as mulheres, especialmente as que pertencem ao campo, à segurança pública e à educação”.

A deputada adiantou também que vai discutir, em Comissão Especial da qual é titular, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Conforme a parlamentar, o objetivo é tornar o FUNDEB permanente, mas mudando algumas características, bem como os critérios da redistribuição.

Rose adiantou que em breve será realizada uma audiência pública em MS para ampliar a discussão do tema.

Governo Bolsonaro

“Percebemos que ainda há uma gordura para queimar. São poucos meses de governo, mas existia uma expectativa da população de que o governo andasse mais rápido”, destacou. De acordo com Rose, o Brasil precisa de reformas, em especial, a tributária e a previdenciária, no entanto as propostas precisam ser justas a todos.

Casos de Feminicídio

Dados estatísticos mencionados por Rose Modesto mostram que Mato Grosso do Sul já contabiliza, só neste ano, 16 casos de feminicídio. Para a deputada, que é titular da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a conscientização deve começar pela prevenção. “Temos que começar pela base familiar, ensinar os pequenos a respeitar as mulheres em todas as suas relações sociais. Isso é uma questão cultural”.

Modesto citou a Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, que já se tornou referência, muito por conta do atendimento humanizado prestados às vítimas de violência. A deputada disse existe uma discussão para que a pena para os agressores deve ser estendida de 12 para 20 anos.

Ela ressaltou ainda que “as mulheres precisam falar, o feminicídio não começa com a morte, mas sim com aquele xingamento, empurrão e outras formas de agressão”.

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