Em Dourados, imigrantes venezuelanas ensinam espanhol e música em escolas

Da Redação

Um contribuição valiosa para a educação e cultura vem sendo desenvolvido por três imigrantes venezuelanas em algumas escolas de Dourados, o projeto tem o apoio da UFGD e leva a língua espanhola e aulas de música para dezenas de crianças.

Foto: Arquivo pessoal.

Rosana De Garcia, 37 anos, Genesis Morado, 23 anos e Raquel Dassa, de 44 anos são as mulheres responsáveis pelo projeto. Elas foram entrevistadas pelo site Dourados Agora e contaram um pouco da trajetória e do que é feito nas salas de aula.

Rosana mora há 4 anos em Dourados, ela relatou que saiu do país vizinho logo no inicio da crise política-econômica e social que afeta a Venezuela. Já Genesis e Raquel chegaram há pouco tempo em busca de uma vida melhor, elas conseguiram fugir um dia antes de fecharem as fronteiras.

Rosana, que é escritora e recentemente lançou o livro ‘Mulher Imigrante’, destacou que a vontade de ensinar as crianças se deu pela preocupação da integração, pois são mais de mil venezuelanos que chegaram em Dourados. “É importante essa relação de trazer o idioma e um pouco da nossa cultura, ajuda a quebrar preconceitos”, afirmou.

Para ela, a escola é um ambiente ideal para essa integração. “As crianças nos recebem muito bem, querem aprender e ainda levam o aprendizado até os pais”, acrescentou Rosana. “As professoras nos contam que eles ficam ansiosos pelas nossas aulas. Eles amam falar e cantar o espanhol”, frisou.

“Além disso, é uma forma das crianças venezuelanas se sentirem mais acolhidas nas escolas”, acrescentou Rosana. Ainda dentro do projeto cultural, a jovem Genesis leva o violão para ensinar música aos pequeninos e está com novos planos. “Queremos ensinar eles a confeccionarem os instrumentos com matérias recicláveis”.

Culinária

As crianças também estão conhecendo a gastronomia da Venezuela. Raquel Dassa apresentou o prato principal do país, a ‘Arepa’, um tipo de panqueca de milho. “Lá comemos desde o café da manhã até o jantar, vai bem com tudo”, afirmou Raquel.

A imigrante relata que teve dificuldades para conseguir preparar a receita no Brasil. “É feito com farinha de milho, mas a daqui parece ser um pouco diferente a textura, demorei para conseguir dar o ponto exato, ainda não está igualzinha, mas o sabor é bem parecido”, explicou.

Raquel contou que fez as arepas para vender na festa junina realizada em junho na praça Antônio João e foi um sucesso entre os imigrantes. “Eles ficaram muito felizes ao encontrar arepa aqui, pois é uma comida que a gente já ‘nasce’ gostando”, destacou.

As imigrantes afirmaram que existe o desejo de ter um local de ponto de encontro entre venezuelanos. “Não só para nós, mas também aberta aos brasileiros. Pois assim como japoneses e europeus queremos mostrar também nossa cultura”, afirmou Rosana.

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