Em 52 horas, participantes do Hackathon inovam e criam sete aplicativos

Foto Divulgação
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Foram 52 horas de maratona de programação de aplicativos que exigiram muito esforço, companheirismo e determinação para concluir o desafio proposto. Ao final do Hackathon Fênix 2016, neste domingo (05), as equipes participantes apresentaram sete novos aplicativos criados para resolver problemas da sociedade, nas áreas de saúde, segurança e prevenção de acidentes.

O Hackathon, maratona de criação de aplicativos promovida pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), tem o  objetivo de fomentar a pesquisa e a experiência tecnológica, a inovação e o entretenimento digital por meio de experimentos ou projetos. Visa, ainda, compartilhar, apreender e ensinar conhecimento digital, tudo relacionado à informática, à comunicação digital e às novas tecnologias.

O evento premiou os melhores aplicativos. Em primeiro lugar ficou a equipe Cyborgs, composta por Guilherme Pereira (23 anos) – Ciência da Computação (UEMS), José Roberto (42) – Sistema de Informação (UEMS), e Aline Batista (17) – Unigran (Engenharia de Software). Eles ganharam R$600 pelo APP “+ Remédios”, que buscou uma solução prática para quem quer achar a farmácia mais próxima e que tenha o remédio que se procura.

“Nós fomos os últimos a fazer inscrição, ficamos uma semana procurando pessoas para trabalhar com a gente, e quando chegamos no evento conhecemos a Aline que também estava à procura de uma equipe. O aplicativo foi de um problema prático que eu tive, mas a ideia surgiu aqui mesmo”, disse José Roberto.

1° lugar – equipe Cyborgs

O 2° lugar ficou para a equipe The Stakeholders (Unigran), que ganhou R$400. Os integrantes Flávio Augusto (18 anos), Felipe Rodrigues (21), Junes Anderson (17), Victor Eduardo  (19), Djan Ikeda (26), do 1° ano de Engenharia de Software, criaram uma aplicativo para melhorar a experiência das pessoas com o SUS (Sistema Único de Saúde) ou em hospitais e clínicas privadas.

“Para não ter o trabalho de sair em vários hospitais procurando o que está mais vazio, o aplicativo vai mostrar a avaliação das pessoas que estão lá ou passaram por lá. As pessoas avaliariam na qualidade, quantidade de pessoas na fila.  Isto melhoraria o hospital e a vida do paciente, pois tem um ranking sobre vários quesitos, seria um SAC terceirizado”, explicou Junes Anderson.

2° lugar – equipe The Stakeholders

Em terceiro lugar, a equipe Roda Viva, composta por Lucas Capilé (22), Lucas Silveira (20), Douglas Correia (20), Jonas Forte (21), Gabriel Vital (21), todos de Ciência da Computação UEMS, ganhou R$200 com o aplicativo “Sozinha Não”, que tem o objetivo de ajudar na proteção das mulheres contra a violência.

“O aplicativo faz o cálculo de rota segura (de acordo com índices de ocorrências daquele local), monitoramento da rota por uma pessoa cadastrada, além de ter relatos de mulheres, depoimentos, apoios, telefones de urgência, informações de leis e direitos”, disseram.

3° lugar – equipe Roda Viva

Para Stella Fernanda, Pesquisadora Industrial do Senai e uma das juradas, o evento é louvável para a região, “nós temos poucos eventos sobre inovação como é o caso deste, eles estão desenvolvendo aplicativos para tentar resolver problemas da sociedade, então saíram trabalhos extremamente importantes e eu acredito que serão logo absorvidos pelo mercado”.

O professor Rubens Barbosa, que coordena o evento juntamente com Leandro Pezzin, gerente da Fênix Incubadora, e Janete Soares, Assessora de Inovação e Tecnologia da UEMS, disse que o Hackathon é um evento piloto que tem não só caráter de formação empreendedora, mas também educativa e aconselhou aos participantes que a ideia é fundamental.  “Primeiro: a ideia é fundamental, não se preocupe tanto com a ferramenta; 2°: uma maneira de se ter ideias boas é anotar toda vez que você tiver um problema; e 3°: comece resolvendo na sua localidade, veja se funciona e se resolve o problema”, ressaltou.

Segundo o participante, Douglas Correia, para o trabalho em equipe no Hackathon é fundamental valorizar a qualidade de cada membro da equipe. “Cada um tem a sua identidade, tem seu valor dentro do grupo, valor que é priorizado. Este trabalho em grupo é essencial, principalmente, naquele momento difícil que você está quase a ponto de desistir de tudo, cansado, é aquela equipe que vai te abraçar e dizer que vamos conseguir terminar o desafio juntos. É você trabalhar não só como uma equipe, e sim como uma família, é se ajudar, trocar ideias, dar opiniões”, relatou.

Para julgar os aplicativos sete jurados do Sebrae, UEMS, Senai, IFMS, UFGD e da comunidade estavam presentes.

O primeiro Hackathon Fênix 2016 foi promovido pela UEMS em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN), Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

 

Outras ideias

As outras quatro equipes participantes também desenvolveram aplicativos relevantes para a sociedade, confira:

“Foco Zero” – Hello Word Dev Team (UFGD)

O aplicativo foi desenvolvido com o objetivo de denunciar focos de Aedes Aegypti. Assim os cadastrados tiram fotos dos lugares com focos do mosquito, marcam no mapa e os usuários que estão perto do local daquele foco são notificados para tentar solucionar o problema. O APP também propõe um ranking de participação que, conforme as pontuações podem ter descontos em empresas parceiras ou no IPTU.

“BRUMMM” – Gits Grupo de Inovação Tecnológica em saúde (IFMS de Aquidauana)

Com a preocupação de evitar acidentes com motociclistas o aplicativo propõe a rota mais segura, indicando buracos, iluminação, vias mais movimentadas ou com maior incidência de acidentes, tudo cadastrado pelos próprios usuários.

O APP também registraria o tempo do percurso e avaliaria se o motociclista teve ou não um bom comportamento no trânsito – o que geraria pontos e depois poderia ser trocado por serviços na moto.

“Idade Ativa” – CodSec (UEMS)

Um aplicativo para levar idosos a praticar exercício físico. O usuário escolhe o exercício para qual parte do corpo deseja, daí aparecem vídeos para que os idosos possam fazer exercício em qualquer lugar. A plataforma também disponibiliza o contato com especialistas, o objetivo é ter um serviço gratuito e de qualidade à população idosa.

“DescOnto” – Byte (UFGD) 

O aplicativo lista e recomenda órgãos públicos e empresas privadas que oferecem tratamentos odontológicos. A clínica particular cadastrada oferece desconto aos usuários.

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