Imprensa nacional destaca que “Eleição em Campo Grande é marcada por mini-Lava Jato”

rose_bernal_tradOs atuais casos de corrupção ou diversos outros crimes político-administrativo em Campo Grande, apesar de ainda não ter nenhum ‘provado’ judicialmente ou condenado especificamente, são assuntos recorrentes também em nível nacional, onde a imprensa tem dado certa cobertura critica, aos casos da Capital, comparando até com famosa Operação Lava Jato. Em nível local, a continuidade ou desdobramentos dos casos, que até sejam piores em termo de montante em dinheiro público e agentes envolvidos, não poderiam deixar de ser explorado na corrente eleição municipal. Além dos candidatos, que direta ou indiretamente são ou podem estar envolvidos, que estão trocando as acusações, os veículos de comunicação do País estão destacando os escândalos, atenuados ainda pelo maior número de concorrentes ao Paço Municipal da história da cidade e do Brasil.

O jornal Folha de São é o que tem uma reportagem mais recente, publicada na semana passada, onde descreve que a “Eleição em Campo Grande é marcada por uma mini-Lava Jato”. A reportagem substitui nome de operações e personagens nacionais pelos de âmbito municipal. “Em vez de Lava Jato, a operação se chama Coffee Break, Lama Asfáltica. No lugar de ‘pixuleco’, o apelido da propina é ‘cafezinho’. E quem se diz ‘golpeado’ é um prefeito que foi cassado e voltou ao cargo após decisão da Justiça”, resume já o inicio do texto publicado na última quarta-feira (21). e completa que “nesse cenário de acusações e investigações, Campo Grande terá a eleição com a maior quantidade de candidatos a prefeito do Brasil. A Capital de 860 mil habitantes tem 15 concorrentes”, aponta.

A matéria da Folha no entanto, já faz uma avaliação diante as pesquisas ou realidade, de que há 15, mas somente três realmente disputam. “Apesar dos 15, a disputa direta acontecerá entre três: o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD), a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) e o prefeito Alcides Bernal (PP)”, resume o jornalista José Marques, que descreve a seguir os prós e contras dos trio concorrente.

Descrição

O favorito no primeiro turno é Trad, que vem de uma família tradicional da política sul-mato-grossense, mas rejeita o rótulo de candidato do clã. “A minha família nunca ocupou cargo público por nomeação, todos concorreram e submeteram o nome à eleição”, diz.

A vice-governadora vem em segundo lugar, com o discurso de gestora e de fazer “uma nova política”. Investigada na Coffee Break, é alvo de ataques tanto de Trad quanto de Bernal. Ao se defender, ela alega que nunca sofreu processo, denúncia ou condenação.

A operação, deflagrada em 2015 pelo Ministério Público do Estado, é o tema mais discutido da campanha, principalmente pelo prefeito Alcides Bernal. Eleito em 2012, foi cassado com menos de um ano e meio de mandato por 23 dos 29 vereadores –inclusive Rose Modesto, que tinha assento na Câmara Municipal.

O processo dizia que o prefeito forjou situação de emergência para fazer licitações. Bernal nega as acusações, mas ainda responde por elas na Justiça. Em seu lugar, assumiu o vice Gilmar Olarte (sem partido, então no PP).

No entanto, com ajuda de escutas telefônicas, a Promotoria apurou um suposto esquema de compra de votos para destituir Bernal. Olarte, segundo o MP, fazia parte do conluio. Ele está preso preventivamente desde agosto.

Em maio, foram denunciadas 24 pessoas, inclusive o ex-prefeito Nelson Trad Filho (PTB), irmão de Marquinhos. Seu advogado, César Maksoud, nega as irregularidades.

De volta ao poder, Alcides Bernal diz que sofreu um “golpe” dos adversários e que a proliferação de concorrentes é uma tentativa de desgastar sua candidatura.

Realidade

Para o analista político Eron Brum, o motivo da quantidade de candidatos é outro. “Eles estão negociando e vão pender no segundo turno para quem chegar com mais votos ou oferecer melhores condições no governo”, diz.

Segundo Brum, se Bernal for para o segundo turno, estará enfraquecido. A cassação, diz o analista, aconteceu porque o prefeito é pouco afeito ao diálogo e não conseguiu construir uma base fiel.

 

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