‘El País’: Bruxelas cancela celebrações de Ano Novo pela ameaça terrorista

Com o cancelamento da festa pública de virada de ano, em Bruxelas, capital da Bélgica, comemoração do Reveillon deve perder boa parte de seu brilho. Foto: Internet
Com o cancelamento da festa pública de virada de ano em Bruxelas, capital da Bélgica, comemoração do Réveillon deve perder boa parte de seu brilho. Foto: Internet

Matéria publicada nesta quarta-feira (3o) no El País, afirma que o prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, não demorou nem 24 horas para tomar a decisão: os fogos de artifício de fim de ano e as comemorações para receber 2016 que estavam planejadas para a noite de ano novo na capital foram “pura e simplesmente” canceladas pela ameaça terrorista que reina na cidade desde novembro passado.

Segundo a reportagem, Mayeur, assessorado por especialistas do Órgão de Coordenação para Análise das Ameaças (OCAM, na sigla em francês) e o ministro do Interior, Jan Jambon, decidiram na quarta-feira suspender todas as comemorações que iam acontecer no centro histórico da cidade. O prefeito tomou esta medida depois de ficar sabendo que a polícia havia detido dois suspeitos de terrorismo que queriam atacar na noite de 31 de dezembro “lugares emblemáticos” da capital, de acordo com um comunicado do Ministério Público. Toda a imprensa local tinha apontado os típicos e concorridos mercados de Natal como alvos principais assim como as delegacias de polícia (reforçadas com mais segurança desde segunda-feira) e os lugares mais turísticos, como a Grand Place.

Os tradicionais fogos de artifício reúnem milhares de pessoas (100.000 em 2014, segundo o Le Soir) na área comercial (e desde o início do verão a maior área fechada para pedestres da Europa, de acordo com a prefeitura) de De Brouckère, no centro. Mayeur tinha dito na terça-feira à noite que as pessoas, imediatamente depois do show, devem ir para suas casas insinuando que a multidão não deve durar muito tempo. Mas, como revelou o primeiro-ministro do país: “A decisão [do prefeito] foi correta, levando em conta a informação que recebemos”.

Fonte: Jornal do Brasil

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