Reinaldo cobra novamente ações do Governo Federal nas divisas: ‘Vejo um descaso com as fronteiras’

Michael Franco

Governador Reinaldo Azambuja nos estúdios da Capital 95 FM (Foto: Michael Franco)

O governador Reinaldo Azambuja foi o entrevistado do programa Tribuna Livre da rádio Capital 95 FM na manhã desta segunda-feira (07). Durante a conversa, o chefe do Executivo estadual usou os microfones da emissora para cobrar mais uma vez medidas efetivas do Governo Federal nas fronteiras brasileiras, sobretudo, na divisa Sul-Mato-Grossense.

Fato recorrente nas reivindicações de Reinaldo, a intervenção militar no Rio de Janeiro voltou a ser citada e, segundo o governador, a violência em terras cariocas é resultado da negligência na fronteira. “Essas drogas que chegam lá no Rio de Janeiro [..] a causa está aqui na fronteira, a consequência está lá. Não adianta fechar o Rio de Janeiro com exército exército e não fechar as fronteiras brasileiras”.

Para Azambuja, o estado faz o que pode com as forças locais e, ainda assim é um dos maiores apreendedores de contrabando e tráfico do país. “O estado não foge das suas responsabilidades. Nós temos o Departamento de Operações de Fronteiras, o DOF, que é quem está presente nas fronteiras hoje […] ano passado apreenderam 429 toneladas de drogas é mais do que o dobro que foi apreendido em 2016”.

Mesmo comentando que o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann pediu paciência afirmando que as coisas se resolveriam. O governador de MS foi contundente em analisar a falta de atenção do executivo federal para as divisas internacionais. “Eu vejo um descaso do governo federal com as fronteiras do Brasil. eu não quero só para Mato Grosso do Sul, mas é importante a presença das forças federais nas fronteiras”.

Segurança Pública

O setor da segurança foi um dos mais debatidos pelo governador na entrevista. Outro fator, que também é reflexo da desorganização das fronteiras, é o número de presos do tráfico custeados indevidamente pelos cofres estaduais. Os criminosos deveriam estar e terem as despesas arcadas pelo Governo Federal, porém isto não ocorre e ocasiona excedente no contingente e gastos excessivos das verbas de Mato Grosso do Sul.

Reinaldo perguntado por Sérgio Cruz no programa Tribuna Livre (Foto: Michael Franco)

Azambuja contou que precisou chegar ao “cúmulo” e iniciar uma ação no Supremo Tribunal Federal para que o estado seja ressarcido. “O preso do tráfico quem paga somos nós, vai para nossas penitenciárias e ainda o povo sul-mato grossense tem que pagar. Seria responsabilidade do Governo Federal, já que não teve uma ação do governo federal, entramos com uma ação no Supremo, ministro Luiz Fux é o relator”.

Reinaldo complementou relatando que mais da metade dos presos em MS fazem parte do grupo de responsabilidade da Federação. “O preso do trafico tinha que ser custeado nas penitenciarias federais e não nas nossas, nós temos 15 700 presos no nosso sistema prisional. Metade dos presos, 7354, são preso do tráfico de armas e de drogas e quem paga contas é Mato grosso do Sul”.

Obras

Mato Grosso do Sul foi destaque nacional nos projetos de habitação popular com o programa Lote Urbanizado, que ganhou força, depois do Minha Casa, Minha Vida diminuir a capacidade de investimento. Aliado as habitações, o saneamento básico do estado também teve grande aumento no número de instalações. “Em quatro anos nós vamos praticamente dobrar o numero de tratamento e esgotamento sanitário em Mato Grosso do Sul”.

As pontes de madeira espalhadas pelo estado preocupação quem precisa trafegar por elas, principalmente no período das grandes chuvas quando ocorrem casos de desabamentos e quebras. Nesta especifidade, Azambuja explicou o planejamento recorde do governo para construção de pontes de concreto. “Nós vamos construir em quatro anos 116 pontes de concreto no estado, é mais do que tudo que foi produzido em 40 anos”.

Bancada do Tribuna Livre em entrevista com Reinaldo Azambuja

Contas

A superação da crise econômica é umas das bandeiras levantadas com orgulho pelo chefe do executivo de Mato Grosso do Sul, fato que resulta no destaque nacional dado ao estado.  Azambuja salienta que os tempos foram difíceis e muitas unidades federativas não conseguiras se reerguer, pois “não é atoa que dos 27 estados brasileiros você 20 estados inadimplentes” e explicou que as medidas polêmicas do passado estabilizaram a econbomia atual. “Se nós não tivéssemos tomado medidas impopulares, pautas difíceis de serem enfrentadas, como a pauta previdenciária, estruturação do estado, não estaríamos como estamos hoje”.

Após a participação no programa, o governador cumpre agenda na Governadoria para lançar o Festival América do Sul.

 

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