Educação a distância cresce no Brasil; confira vantagens

Da Redação

A educação a distância (EAD) vem, a cada ano, ganhando mais espaço como porta de entrada para o ensino superior de muitos brasileiros. Para se ter uma ideia do crescimento da modalidade, o último Censo da Educação Superior, divulgado pelo Ministério da Educação em setembro, aponta cerca de 1,7 milhão de brasileiros estudando através da educação a distância, representando 21% das matrículas totais do ensino superior no Brasil. Em 2006, esse percentual era de apenas 4,2%.

“Muitos fatores colaboram para o crescimento da educação a distância. Os avanços tecnológicos, a qualidade de ensino, a rotina agitada, a importância da profissionalização e capacitação em um mercado de trabalho competitivo são alguns deles”, afirma Janes Fidélis, pró-reitor de Ensino da EAD Unicesumar.

Mas a responsabilidade por esse crescimento não para por aí. Flexibilidade de horários, autonomia e preço mais acessível estão entre as principais vantagens para quem opta por essa modalidade. É o caso da estudante de Design de Interiores, Rebeca Panaro Scarpeline, que encontrou, na EAD, o caminho para conciliar trabalho e estudo. “Eu sempre me interessei pelo design, porém não poderia deixar de trabalhar para me dedicar a essa área. Assim, encontrei na EAD o caminho ideal. Hoje consigo organizar meu tempo entre estudos, trabalho e cuidados com a minha família. Além disso, a interação com estudantes de todo o Brasil permite uma troca cultural muito rica para o aprendizado”, conclui Rebeca.

A EAD também vem conquistando seu devido espaço no cenário empresarial. Para o professor Luciano Santana, coordenador do curso de Recursos Humanos da EAD Unicesumar, profissionais formados através da educação a distância desenvolvem habilidades requisitadas pelo mercado de trabalho. “As empresas estão, cada vez mais, exigindo colaboradores que são proativos, responsáveis, disciplinados e organizados com seu tempo. E essas são características desenvolvidas por estudantes da modalidade a distância”, analisa o coordenador.

Diploma, empregabilidade e salário 

Que atire a primeira pedra quem não aproveita o início de um novo ano para renovar os planos e colocar em prática desejos que não saíram do papel. E se o sonho é iniciar um curso superior, a notícia é boa e deve-se investir nesse objetivo. Uma pesquisa realizada pelo Banco BTC Pactual mostrou que pessoas com ensino superior ganham 2,8 vezes mais do que trabalhadores com apenas o ensino médio segundo relatório divulgado em março de 2019. Os dados foram colhidos da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo ainda mostrou que a renda média das pessoas que concluíram a faculdade é de R$ 4,8 mil por mês durante o ano de 2018. Do outro lado, pessoas que concluíram apenas o ensino médio ganham cerca de R$ 1,7 mil por mês.

Outra comparação feita pelo IBGE de dados brasileiros com os das nações que integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), aponta que o Brasil (dentre os 46 países membros e filiados da OCDE) é o lugar onde ter um diploma aumenta mais as chances de empregabilidade e ter um melhor salário. Os dados são do relatório “Um Olhar sobre a Educação”, do organismo internacional, e integram a Síntese de Indicadores Sociais de 2018.

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