Edmundo lança sua biografia no Allianz e, enfim, aceita apelido de “Animal”

Gazeta Esportiva.com

Somando suas duas passagens, Edmundo marcou oito gols na Libertadores (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Edmundo lançou nesta terça-feira a sua biografia “Edmundo: instinto animal” em evento realizado no Allianz Parque. Ídolo do Palmeiras, o ex-jogador confessou que foi difícil convencê-lo de abrir sua vida aos seus fãs através de um livro e aceitar o apelido de animal, porém, no fim das contas, sua polêmica e gloriosa trajetória foi passada para o papel.

“Foi por insistência, carisma, generosidade, eu não queria mesmo, e o Serginho [Sérgio Xavier, autor da biografia] a cada encontro, telefonema, foi me convencendo de que o lado humano que meus amigos conhecem precisava ser mostrado para mais gente. E que o livro ajudaria para isso”, disse Edmundo.

“Uma das boas experiências de ter ele como biografado é que ele não é orgulhoso. É cheio de arrependimentos, cheio de coisas que poderia ter feito de outro jeito. E ele diz isso, e ao dizer isso ele vai resolvendo essas pendências. Tem o capítulo da Itália, o Edmundo sabe que foi um desperdício, poderia ter sido enorme na Itália. Foi grande, mas não foi campeão italiano. Esse reconhecimento de erros faz ele ser um personagem tão rico”, comentou Sérgio Xavier.

“Eu não me sinto ídolo, não é essa a palavra. Eu me sinto grato, grato pelo reconhecimento, grato por tudo que vivi aqui dentro [do Palmeiras] e em outros clubes, grato por ter sido contratado, por ter sido escolhido por uma instituição, um clube, e muito bem remunerado para isso”, confessou.

“Naquela ocasião eu tinha uma responsabilidade enorme que eu nem sabia que tinha, mas eu era muito bem pago para aquilo, tinha uma torcida que gostava de mim, eu não podia correr pouco, correr mais ou menos, tinha que dar a minha vida ali, e acho que isso foi me transformando num atleta querido pelas torcidas”, concluiu.

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