“Economia brasileira piorou ao ser atrelada à interesses eleitorais”, analisa economista

DSC_0005[1]Em entrevista ao programa Tribuna Livre, e ao portal Página Brazil, o economista Paulo Salvatore Ponzini, presidente do Sindicato dos Economistas de Mato Grosso do Sul, fez uma análise do contexto econômico brasileiro, estadual e das famílias.

Sem entrar em questões como a corrupção praticamente institucionalizada que o país atravessa, Ponzini ponderou: “os problemas econômicos brasileiros se agravaram à medida em que a política econômica do governo federal foi atrelada à agenda política de reeleição”.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Economistas de MS, a manutenção artificial de preços – combustíveis e da energia elétrica – gerou os desequilíbrios que o país vive agora. Que precisam ser corrigidos a partir de um pacto federativo, que pense no país como um todo, e não contemple apenas os interesses regionais.

Unificação do ICMS – Hoje, segundo o economista, propostas como a unificação do ICMS, só interessam aos estados industrializados.

Para Mato Grosso do Sul, produtor de commodities agrícolas e de minérios, assim como para os demais estados do Centro-Oeste não industrializados, “a medida é nociva e comprometerá a vantagem competitiva que hoje os estados têm para trazer investimentos para este lado do rio [Paraná]”.

Economia Familiar – Em um cenário de redução da renda, alto nível de endividamento das famílias, crédito caro e aumento do desemprego o economista lembrou que o planejamento das despesas familiares é mais importante do que nunca: “Planejamento, não é de hoje, é fundamental. Os juros do cartão de crédito, do cheque especial estão muito altos. É indispensável colocar todas as despesas da família no papel e avaliar se aquele produto ou serviço é realmente indispensável naquele momento.”

Silvio Ferreira

Comentários

comentários