É intolerável que o machismo justifique o feminicídio, diz Dilma sobre chacina

A ex-presidente Dilma Rousseff considerou a chacina de Campinas (SP), onde um homem de 46 anos matou 12 pessoas, entre elas o filho e a ex-mulher, como mais um “exemplo” de feminicídio– violência contra a mulher por razões de gênero.

“A misoginia [ódio, desprezo por mulheres] mata todos os dias. Matou Isamara Filier, uma criança, outras oito mulheres e três homens. É intolerável que o machismo encontre eco no pensamento conservador e justifique o feminicídio”, publicou em seu perfil no Facebook.

Diante do crime, Dilma considera que o momento é de fortalecer a política de direitos humanos com o objetivo de defender as mulheres de toda a cultura de violência e ódio contra elas. “Devemos defender com firmeza a Lei Maria da Penha e fazer valer a Lei do Feminicídio para que a impunidade não seja mais escusa para novas mortes”, concluiu.

Em março de 2015, a então presidente sancionou a Lei nº 13.104 que inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos.

Na prática, a classificação como “crime hediondo” impede que os acusados sejam libertados após pagamento de fiança. Além disso, determina que a morte de mulheres por motivos de gênero é um agravante do homicídio e prevê o aumento das penas, que poderão variar de 12 a 30 anos. (Com UOL)

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