Prefeitura acusa Seleta de atrapalhar cronograma de demissões

O presidente da Seleta, Gilbraz Marques da Silva, foi acusado pela Procuradoria-Geral do Município de desviar recursos destinados ao pagamento de 120 rescisões contratuais com a Prefeitura de Campo Grande. Ele nega, ao ressaltar que processo está agendado em sindicato.

Município também pediu afastamento do presidente da instituição
Município também pediu afastamento do presidente da instituição

Em pedido de tutela cautelar, conforme assessoria de imprensa do município, alega-se desvio de recurso repassado no mês passado. Há ainda solicitação para afastamento de Gilbraz da presidência da entidade e bloqueio de  bens de R$ 954,7 mil. Negociações, no entanto, tem sido desencontradas com a equipe do prefeito Alcides Bernal (PP).

“A Seleta tem atrapalhado a aplicação do plano de demissões, descumprindo as determinações do Município e a decisão judicial”, pontuou nota, que ressalta multa de R$ 50 mil por empregado que não tiver seu contrato rescindido.

Com demissões agendadas no sindicato da categoria, Gilbraz devolveu acusações a prefeitura que não repassa pagamento de administrativos desde maio. “Nos levaram ao colapso. Só espero que os empregados possam receber o que lhes é de direito”, afirmou o presidente da Seleta.

Desde a decisão da Justiça, a prefeitura repassou à Seleta cerca de R$ 1 milhão, valor usado nas demissões previstas para julho, quase dois meses depois do cronograma apresentado ao Poder Judiciário, que previa desligamentos em maio.

Junto com a OMEP, entidade precisa demitir 1.720 contratados que atuam nas secretarias municipais de Assistência Social e Educação. Os primeiros 150 assinam contratos de rescisão, no Senalba, entre os dias 19 e 22 de julho.

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