Dólar fecha em queda, mas termina o mês em alta de mais de 6%

O dólar fechou em queda em relação do real nesta quarta-feira (30), depois de o Senado aprovar em primeiro turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita o crescimento dos gastos públicos, e de olho no salto nos preços do petróleo.

Dólar fecha em queda (Foto: Ilustração)
Dólar fecha em queda (Foto: Ilustração)

No entanto, a moeda terminou o mês de novembro em alta, impactada pelas incertezas após a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos e de olho no cenário político no Brasil.

A moeda norte-americana caiu 0,25%, vendida a R$ 3,3873.

No mês, a alta foi de 6,18%.

Em novembro, o dólar foi afetado pela  surpreendente eleição de Donald Trump com o presidente dos Estados Unidos, no dia 9. A volatilidade levou o Banco Central brasileiro a atuar mais fortemente no mercado de câmbio durante um tempo.

Além disso, investidores seguiram atento ao cenário político conturbado no Brasil, especialmente após o caso envolvendo os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Marcelo Calero.

Por isso, nesta semana investidores monitoravam o placar da votação da PEC no Senado que limita o crescimento dos gastos do governo, aprovada na terça-feira (29) com 61 votos, placar superior aos 49 necessários. Para o mercado, a aprovação com folga pode simbolizar algum alívio, pois mostra que o governo conseguiu estancar a crise política envolvendo os ex-ministros e que respingou no presidente Michel Temer.

Banco Central

A moeda também foi influenciada nesta quarta pela briga pela formação da Ptax, taxa calculada pelo Banco Central ao final de cada mês que serve de referência para diversos contratos cambiais.

Com o fim do mês, o mercado vinha se perguntando qual será a estratégia do BC para os swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, que vencem em janeiro, equivalente a US$ 5 bilhões. Em novembro, o BC rolou os contratos que vencem no dia 1º de dezembro.

Pelo sexto pregão seguido, o BC não anunciou intervenção no mercado de câmbio nesta quarta-feira.

Cenário externo

Na cena externa, os mercados repercutem salto nos preços do petróleo, após o fechamento de um acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre um corte da produção estava próximo. (G1)

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