Dólar fecha em alta nesta 2ª, com feriado nos EUA e de olho em crise política

Da Redação com Informações REUTERS

O dólar começou a semana em alta em relação ao real, após subir 0,25% na semana anterior, de olho no cenário político brasileiro.

Nesta segunda-feira (29), os investidores seguiram atentos à crise política interna, em dia marcado ainda por baixo volume de negócios devido ao feriado nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana subiu 0,13%, a R$ 3,2695 na venda. Veja a cotação do dólar hoje. Em maio, o dólar acumula alta de 2,98% sobre o real. No ano, há valorização de 0,61%.

“A falta de liquidez deve provocar oscilações, com poucos negócios tendo mais influência sobre as cotações”, afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel.

Os mercados financeiros nos Estados Unidos estão fechados nesta sessão por conta do feriado do Memorial Day, o que acaba reduzindo bastante o volume de negócios em outras praças porque os investidores evitam tomar posições sem essa importante referência.

Crise política e cenário interno

O mercado segue de olho na crise política envolvendo o governo de Michel Temer, de olho em pistas sobre as possibilidades de aprovação de reformas econômicas no Congresso, especialmente a da Previdência e a trabalhista.

Nesta semana, o clima no Congresso Nacional deve continuar tenso. Partidos de oposição prometem obstruir as votações em protesto contra o governo Temer e as reformas propostas pelo presidente.

Ainda sobre o cenário local, segundo relatório da área de análise da XP Investimentos, a semana “começa com noticiário negativo, com piora na perspectiva do rating brasileiro pela Moody’s, troca de ministro da Justiça e de presidente do BNDES. O saldo é que a crise deve durar mais que o previsto por investidores”.

“Esses movimentos para tentar se manter no cargo não são bem vistos. Temer já perdeu parte da base, fica mais difícil aprovar as reformas”, acrescentou Battistel à Reuters.

Para esta segunda, o Banco Central anunciou mais um leilão de até 8 mil swaps cambiais tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares – para rolagem dos contratos que vencem em junho.

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