Dólar deve ficar abaixo de R$ 4 e não voltará mais a níveis recordes de alta

O dólar não deve voltar a bater recordes contra moedas de países emergentes neste ano, inclusive no Brasil, após a forte queda dos primeiros meses de 2016 em meio a dúvidas sobre o aumento dos juros nos Estados Unidos, segundo pesquisa da Reuters publicada nesta quarta-feira (4).

Dólar deverá ficar abaixo de R$ 4 e não voltará a níveis de recordes de alta (Foto: Reuters)
Dólar deverá ficar abaixo de R$ 4 e não voltará a níveis de recordes de alta (Foto: Reuters)

Estrategistas voltaram a reduzir suas projeções para o dólar e agora preveem que a taxa de câmbio ficará abaixo de R$ 4 pelos próximos 12 meses diante da expectativa sobre a conclusão do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

A mediana das projeções na pesquisa projetou o dólar a R$ 3,90 nos próximos 12 meses, sobre R$ 4,025 na pesquisa de abril. As projeções variaram entre R$ 3,25 e R$ 4,60 na pesquisa. Em janeiro passado, a moeda norte-americana foi negociada ao nível recorde de R$ 4,1655 no fechamento.

Para as contas mais de curto prazo, as estimativas são de que o dólar estará cotado a R$ 3,72 em seis meses — contra R$ 3,85 no levantamento anterior– e a R$ 3,50 em um mês.

Estrategistas também deram estimativas mais otimistas para outras moedas emergentes, como peso mexicano e lira turca .

Trinta e nove de 53 estrategistas na pesquisa afirmaram ser improvável que o dólar volte a níveis recordes contra moedas de países emergentes neste ano. Divisas como o real, o peso colombiano e o rublo russo valorizaram cerca de 10% desde o começo do ano, recuperando parte do terreno perdido ao longo de cinco anos de alta da moeda norte-americana.

O Banco Central brasileiro tem reagido à queda do dólar com leilões de swap cambial reverso, equivalentes à compra futura de dólares. A atuação tem ajudado a manter a moeda perto de R$ 3,50 nos últimos dias, mas ainda há bastante incerteza sobre a reação do mercado ao provável governo de Michel Temer, que deve tomar posse na próxima semana com a suspensão do mandato de Dilma para responder ao processo de impeachment.

“O novo governo terá que provar se é capaz de estabilizar a dinâmica fiscal nos próximos anos,” disse o estrategista do Barclays, em Nova York, Andres Jaime Martinez. (REUTERS)

Comentários

comentários