Dólar avança mais de 3% e volta a fechar o dia cotado acima de R$ 4

O dólar voltou a fechar acima de R$ 4 nesta segunda-feira (29), após ter encerrado a última semana cotado a R$ 3,9757.

O dólar encerrou a sessão vendido a R$ 4,1095, em alta de 3,37%, refletindo o ambiente de aversão a risco nos mercados externos. Veja a cotação do dólar hoje

O dólar ultrapassou a cotação de R$ 4 pela primeira vez na história na semana passada, chegando a ser vendido a R$ 4,24, por preocupações com o ajuste fiscal no Brasil e com a possibilidade do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevar a taxa de juros do país.

Moeda norte-americana fecha o dia acima dos R$ 4 (Foto: Ilustração)
Moeda norte-americana fecha o dia acima dos R$ 4 (Foto: Ilustração)

Analistas do Scotiabank ressaltaram, em nota a clientes, que os mercados financeiros adotavam uma “mentalidade defensiva” nesta segunda, no início de uma semana marcada por declarações de uma série de autoridades do Federal Reserve, banco central norte-americano, bem como a divulgação dos dados de mercado de trabalho da maior economia do mundo na sexta-feira.

Pesavam ainda preocupações com o crescimento econômico mundial, especialmente em relação à China e economias emergentes, que vêm reduzindo o apetite por ativos de risco.

Esse movimento, que ganhou combustível nesta sessão com o tombo das bolsas europeias, levava o dólar a fortalecer contra as principais moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

Cenário do doméstico

No cenário doméstico, operadores mantinham os olhos grudados na estratégia de atuação do BC e do Tesouro Nacional, que na semana passada interrompeu uma espiral negativa de pressão cambial.

Só nas três últimas sessões, o BC atuou dez vezes – incluindo leilões de swaps para rolagem -, mas nunca no mercado à vista vendendo dólares das reservas internacionais.

No sábado (26), a presidente Dilma Rousseff comentou a disparada da cotação do dólar e disse que o governo está “extremamente preocupado” com o fato de haver empresas com dívidas na moeda americana. Ela enfatizou, no entanto, que o Brasil tem “reservas suficientes”.

Operadores não descartavam, no entanto, a possibilidade de novas ondas de volatilidade no câmbio.

G1

 

Comentários

comentários