Dólar abre a semana em alta, sobe e chega à barreira dos R$ 3,97

O dólar rondava a estabilidade sobre o real no início dos negócios desta segunda-feira (21). No entanto, minutos depois, a moeda já mostrava valorização.

Moeda norte-americana opera em alta (Foto: Ilustração)
Moeda norte-americana opera em alta (Foto: Ilustração)

O Banco Central anunciar para esta sessão leilão de venda de até US$ 3 bilhões com compromisso de recompra, depois de a moeda norte-americana fechar no segundo maior nível da história.

Às 10h30, o dólar subia 0,525%, a R$ 3,9790 na venda. Veja a cotação

Na sexta-feira, a divisa dos Estados Unidos havia subido 1,96%, a R$ 3,9582, influenciada por rumores sobre o possível rebaixamento do Brasil no fim de semana por uma agência de classificação de risco, que não se confirmaram.

Além do leilão de linha, o BC também dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro, com oferta de até 9,45 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.

“A intervenção do BC ajuda, mas não faz milagre”, disse à agência Reuters o superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca, que acredita que a moeda norte-americana deve atingir o recorde de R$ 4 no curtíssimo prazo.

Mesmo assim, investidores adotavam posturas mais defensivas no início de uma semana que reserva votações no Congresso de medidas importantes para o ajuste fiscal. A perspectiva de possível perda do grau de investimento do Brasil por outras agências além da Standard & Poor’s também dava força à apreensão.

“Não esperamos qualquer choque positivo à confiança ou reversão da situação de baixo crescimento e baixa confiança dos investidores”, escreveu a estrategista para a América Latina do banco Jefferies, Siobhan Morden, em nota a clientes.

Na cena externa, declarações no fim de semana do presidente do Federal Reserve de San Francisco, John Williams, de que uma alta de juros ainda deve ser apropriada neste ano corroboravam a alta do dólar. Juros mais altos nos EUA podem atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.

Previsão dos economistas

As previsões do mercado financeiro para o nível de atividade da economia brasileira recuaram para este ano e para 2016, segundo relatório de mercado do Banco Central, que é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. O relatório focus foi divulgado nesta segunda-feira (21).

Para o comportamento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, os analistas passaram a estimar, na semana passada, uma retração de 2,70%. Foi a décima queda seguida deste indicador.

Até então, a expectativa do mercado era de um recuo de 2,55% para o PIB de 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

De acordo com o boletim Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 avançou de R$ 3,70 para R$ 3,86 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio subiu de R$ 3,80 para R$ 4.

G1

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