Diretoria reforça insatisfação, mas banca Bauza em caso de derrota

A crise vivida dentro e fora de campo pelo São Paulo motivou um pronunciamento público da diretoria nessa terça-feira. O diretor executivo do clube, Gustavo Vieira de Oliveira, afirmou que a cúpula tricolor não está satisfeita com o desempenho da comissão técnica de Edgardo Bauza nem com o rendimento dos jogadores nessa temporada. Oliveira, no entanto, reiterou que o treinador argentino conta com o apoio dos dirigentes e assegurou sua permanência caso a equipe perca do River Plate, nessa quinta-feira, no estádio Monumental de Núñez.

A diretoria tornou pública a insatisfação com o rendimento (Foto: Gazeta )
A diretoria tornou pública a insatisfação com o rendimento (Foto: Gazeta )

“[A demissão do Bauza] não entra em questionamento de forma alguma. Mas em relação a cobranças, ninguém entra no mundo do futebol imaginando que a vida será fácil”, disse o diretor. “O nível de satisfação naturalmente passa por questionamentos. Não são partidas que pautam o nosso pensamento. Você ganha, você perde, isso é natural do futebol. A análise de quem está aqui é muito mais voltada ao comportamento, ao coração, e à representação do que essa camisa significa para a torcida. E nesse tema nós não estamos satisfeitos”.

Oliveira afirmou que a diretoria está “tomando as iniciativas” para que os problemas sejam “corrigidos num primeiro momento e que os resultados venham por ocorrência disso”. “O que fazemos, muitas vezes em ambientes mais fechados, é uma cobrança interna, porque às vezes é necessário. Não basta fazer o normal, é preciso fazer mais, porque isso é o que o torcedor espera e o que nós cobramos”, declarou.

“Todos estão em processo de revisão, de questionamento e de autocrítica. Estamos expostos às críticas externas e não somos insensíveis a elas. Atitudes estão sendo tomadas, mas sempre respeitando todo mundo que trabalha aqui. Agora, um pulso firme, um coração entregue, uma vontade a mais é necessária, porque estamos no São Paulo”, acrescentou Oliveira.

O diretor, por fim, assegurou que todas as dívidas com o elenco foram quitadas e minimizou os atrasos nos salários que levaram a protestos dos jogadores no mês passado. “Tudo está em dia. Isso, de fato, nunca foi algo extremamente relevante. Percalços, erros e acertos fazem parte do processo. Mas exigimos aqui o desejo de estar no São Paulo e de conquistar no clube”, concluiu. (Gazeta Esportiva)

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