Diretor do Instituto Penal de Campo Grande é preso pelo Gaeco

Da Redação/JN

O MPE-MS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriu os mandados de prisão preventiva diretor do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) Fúlvio Ramires da Silva, três agentes penitenciários e outros dois investigados pela Operação Chip.

Diretor do Instituto Penal de Campo Grande é preso pelo Gaeco (Foto: Divulgação )

A ação faz parte da 2ª fase da operação deflagrada nesta segunda-feira (10), que investiga o sistema prisional de Campo Grande. Os mandados foram expedidos pelo juízo da 2ª Vara das Execuções Penais de Campo Grande, Mário José Esbalqueiro Junior.

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informa que está acompanhando a ação do Gaeco que resultou na prisão preventiva de três servidores penitenciários que atuam no IPCG. O quarto servidor citado já estava preso e teve a prisão temporária transformada em preventiva.

Segundo a Agepen, a dispensa do diretor do IPCG do cargo já foi providenciada para não atrapalhar a continuidade dos serviços no presídio. A Corregedoria da Agepen acompanha o caso.

Fúlvio havia sido detido em flagrante durante a primeira fase da Operação Chip por porte ilegal de arma de fogo. Na época, pagou fiança de R$ 900 e foi liberado.

Os promotores de Justiça investigam inúmeras ilegalidades, como os crimes de corrupção (ativa e passiva), peculato, inserção de telefones celulares nos estabelecimentos penais, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Na primeira fase da operação houve apreensão de documentos e objetos ilícitos, além da oitiva de testemunhas e prisões.

O nome da operação Chip refere-se a um dos alvos que é agente penitenciário, suspeito de inserir celulares e chips no interior do IPCG.

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