Dia estadual de combate a Hanseniase é lembrado em Ubsf

Da Redação

A cada 8 de setembro é celebrado o Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase em Mato Grosso do Sul, data instituída em homenagem ao Conselheiro Municipal de Saúde, Aquino Dias Bezerra, uma das vítimas da doença e do isolamento compulsório. A UBSF São Francisco da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande em parceria com a Missão Franciscana, servidores e voluntários promoveu uma palestra de autocuidado com os profissionais do Hospital São Julião, na manhã desta sexta-feira (14), para celebrar a data.

O dia foi de atividades laborais já que os encontros acontecem uma vez por semana e abordam diversos assuntos relacionados à doença, o tratamento e autocuidado com face, mãos e pés.

O autocuidado é procedimentos, técnicas e exercícios que podem ser feitos na própria casa ou trabalho do paciente para evitar que a doença progrida. As regiões mais frágeis e que precisam de maior atenção e os exercícios também são extremamente importantes para prevenir ou melhorar as incapacidades e deformidades causadas pela hanseníase.

Hanseníase

É uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o  Mycobacterium leprae (M. Leprae). Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, no en­tanto poucos adoecem. A doença acomete principalmente pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. É de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória.

Essa doença pode acometer pessoas de ambos os sexos e qualquer idade em áreas endêmicas. Entretanto, é necessário um longo período de exposição e apenas uma pequena parcela da população infectada adoece.

Sintomas
A hanseníase pode apresentar vários sintomas, mas os mais frequentes são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas; área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; sensação de formigamento.

Também pode apresetar: dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos.

Diagnóstico
A Rede Municipal de Saúde oferece o diagnóstico de caso de hanseníase, sendo essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio do exame geral e dermatoneurólogico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas.

Transmissão
A hanseníase é transmitida principalmente pelas vias áreas superiores, por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível (com maior probabilidade de adoecer) com uma pessoa doente sem tratamento. A hanseníase apresenta longo período de incubação; em média, de 2 a 7 anos. Há referências com períodos mais curtos, de 7 meses, como também a mais longos, de 10 anos.

Tratamento
O Sistema Único de Saúde disponibiliza o tratamento poliquimioterápico (PQT), recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é a associação de Rifampicina, Dapsona e Clofazimina. Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequência quando se utiliza apenas um medicamento, e impossibilita a cura da doença.

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