Dez eventos imperdíveis nos Jogos Paraolímpicos Rio-2016

paralimpiadas_basqueteOs melhores atletas paraolímpicos do mundo estão no Rio de Janeiro. E a partir desta quinta-feira (8), eles farão o possível para atingir o topo do pódio. Muitos dos quais são desconhecidos do público em geral, mas são capazes de performances esportivas incríveis – ou até mesmo, impensáveis.

Como, por exemplo, jogar tênis de mesa segurando a raquete com a boca. O egípcio Ibrahim Hamadtou, de 43 anos, vai estar mostrando. Que tal levantar 300 quilos mesmo sendo cadeirante? O iraniano Siamand Rahman se julga capaz de fazê-lo na Rio-16. Há também grandes rivalidades na natação, inclusive entre brasileiros. Quem levará o ouro nos 50m nado livre na classe S10: o pernambucano Phelipe Rodrigues ou o carioca Andre Brasil?

A matéria do portal UOL Esporte separou 10 eventos imperdíveis nos Jogos Paraolímpicos do Rio-2016. Confira, abaixo:

Tênis de mesa sem as mãos

O egípcio Ibrahim Mahadtou, de 43 anos, é uma das estrelas do tênis de mesa paraolímpico. O resultado é o que menos importa. Ele impressiona por não ter os dois braços, amputados após um acidente de trem, e jogar com a raquete entre os dentes. Sim, ele usa a boca para rebater com a raquete as bolas dos rivais. Ele entra em quadra nesta quinta-feira, 8, às 12h20.

Atletismo 100% – desempenho digno de Michael Phelps

Tatyana McFadden tem 27 anos e é cadeirante. Vai disputar o atletismo nas seguintes provas: 100m, 400m, 800m, 1.500m, 5.000m, revezamento 4x400m, e, ufa, a maratona. Faz planos de conquistar sete medalhas de ouro, num desempenho digno de Michael Phelps nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.

paralimpiadas_futebo2Brasil futebol invicto entre os cegos

A seleção brasileira masculina de futebol de cinco (para cegos), composto por maioria de atletas de Mato Grosso do Sul, é a atual tricampeã paraolímpica da modalidade. Desde que a modalidade entrou no programa dos Jogos, em Atenas-2004, o Brasil não sabe o que é perder.

A seleção brasileira conta com os dois melhores jogadores do mundo: o baiano Jefinho e o gaúcho Ricardinho. A estreia é contra o Marrocos, dia 9, às 9h contra o Marrocos. E a final, cujos ingressos foram os primeiros a se esgotar, será ás 17h do sábado, penúltimo dia de Paraolimpíada, dia 17 de setembro. paralimpiadas_futebol

Da F-1 para os Jogos Paraolímpicos

Alessandro Zanardi, 49, defenderá o título paraolímpico conquistado em Brands Hatch, nos Jogos de Londres-2012, na prova de ciclismo de estrada. Coincidentemente, é um dos circuito no qual mais se apresentou quando era piloto de automobilismo. Até sofrer um acidente em 2001 em uma prova na Alemanha e teve de amputar as duas pernas. Aderiu o ciclismo como forma de reabilitação e deu certo. Defende o ouro paraolímpico conquistado em Londres-12 no circuito no Pontal, na quarta-feira da próxima semana, dia 14.

Desafio das cegas – corrida

Brasileira Terezinha Guilhermina comemora com guia a medalha ouro na  prova dos 100m, em Londres 2012.
Terezinha Guilhermina comemora com guia o Ouro na prova dos 100m – Londres 2012.

A brasileiras Terezinha Guilhermina, Jerusa Geber e Lorena Spoladore carregam a expectativa de levar o Brasil a um pódio triplo nos 100m rasos da classe T11 (cego total) do atletismo.

Terezinha é dona do ouro nesta prova em Londres-2012 e Pequim-2008. Mas surgiram rivais da CHina e do Reino Unido que ameaçam o reinado da brasileira. A final desta prova será no início da noite de sexta-feira, dia 9.

Natação – Rivalidade Brasil x Estados Unidos

Daniel Dias precisará superar a rivalidade com o americano Roy Perkins nas piscinas para tentar garantir a meta brasileira de estar no top 5 do quadro de medalhas. A prova em que são maiores rivais é os 50m borboleta da classe S5. De 2011 para cá, Perkins venceu duas vezes, a última em 2013, no Mundial de Montreal. De resto, só deu Daniel Dias. A final será no sábado, dia 10.

Amigos e rivais nas piscinas

O pernambucano Phelipe Rodrigues e o carioca André Brasil prometem protagonizar uma das disputas mais eletrizantes na natação nesta edição dos Jogos Paraolímpicos. Os dois amigos estão disputando, braçada com bracada, o status de melhor do mundo nos 50m da classe S10. Brasil leva vantagem histórica: é o atual recordista mundial e paraolímpico. Na sexta-feira, 9, eles se enfrentam na final, a partir das 18h45.

paralimpiadas-londres-tiro-com-arco-0O arqueiro sem os braços

Ele é um fenômeno das redes sociais. Se auto-intitula “O arqueiro sem braços”. É o americano Matt Stutzman, 33 (ao lado). É atleta do tiro com arco, e foi vice-campeão paraolímpico em Londres-2012. Compete no sambódromo no sábado, 10, na prova individual.

 

Futuro atleta olímpico?

Markus Rehm é a estrela do atletismo paraolímpico nesta edição dos Jogos. Ele é amputado de perna abaixo do joelho e compete no salto em distância. No Mundial do ano passado, em Doha, no Catar, ele foi campeão ao alcançar 8,40m. Para se ter uma ideia, com esta marca ele seria campeão olímpico no Rio-2016, O americano Jeff Henderson saltou 8,15m para levar o ouro no Engenhão durante as Olimpíadas. Rehm salta para fazer história no Rio nesta quinta-feira, dia 8, pela manhã.

paralimpiadas_pesoO homem mais forte do mundo

O iraniano Siamand Rahman, 28, tem sequela de poliomielite e leva a vida numa cadeira de rodas. Isso não o impede de carregar o título de homem mais forte do mundo, segundo a imprensa do Irã. Ele é a estrela do halterofilismo e tem como meta levantar 300 quilos para levar o ouro paraolímpico no Rio-2016. Rahman competirá na quarta-feira, dia 17.

 

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