Desembargadora é afastada do cargo e da presidência TRE

Por unanimidade, o plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou há pouco, em sessão na tarde desta terça-feira (9), o afastamento das funções da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e, também, da presidência do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral do Estado). A decisão foi tomada em meio a reclamação disciplinar que apura influência de Tânia na liberação do filho, Breno, preso por tráfico de drogas.

Desembargadora foi alvo de denúncia por interferir em decisão judicial visando a liberação do filho, Breno Borges, preso por tráfico de drogas

Decisões

Breno Borges foi preso pela Polícia Rodoviária Federal no município de Água Clara (MS). Com ele, os agentes apreenderam 129 quilos de maconha e munições de grosso calibre – 199 projéteis 7.62 e 71 projéteis de 9 milímetros.

Em 21 de abril, durante o plantão judiciário, o desembargador Ruy Florence decidiu substituir o regime de prisão preventiva em que Breno se encontrava por internação provisória em uma clínica médica. No entanto, Breno não foi solto, pois havia contra ele um outro mandado de prisão, desta vez por ter ajudado a planejar a fuga de uma liderança do PCC em Três Lagoas.

Depois de uma semana, Breno foi agraciado com mais um habeas corpus, das mãos do desembargador José Ale Ahmad Netto. Na decisão, Breno foi autorizado a ir para uma clínica particular em Campo Grande. Posteriormente, nova decisão aceitou a transferência dele para uma clínica de luxo em Atibaia.

Mais processo

Tânia Freitas Borges também é investigada em outro processo no CNJ, por suspeita de favorecer outro filho, Bruno Borges, que foi preso e condenado por assalto a mão armada em 2005. O CNJ investiga por qual motivo o processo de Bruno teve a tramitação ‘relâmpago’ e porque ele também foi transferido para uma clínica em SP, em vez de cumprir pena como um condenado comum.

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