Desembargador nega volta de Mario Cesar por considerá-lo líder de grupo ilícito

O vereador afastado do cargo, Mario Cesar (PMDB), sofreu uma nova derrota judicial na noite desta terça-feira (20). Dessa vez, o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva negou pedido da defesa do vereador que solicitava volta dele à Casa de Leis por considerá-lo líder de grupo que se organizou para comprar votos a fim de cassar o mandato do prefeito Alcides Bernal, em março do ano passado.

Vereador terá de continuar afastado da Câmara
Vereador terá de continuar afastado da Câmara

O desembargador seguiu o parecer do MPE (Ministério Público Estadual em Mato Grosso do Sul) e manteve afastado o vereador Mário Cesar (PMDB) da Câmara Municipal de Campo Grande. Conforme o Tribunal de Justiça, Bonassini acatou o pedido de afastamento, formulado pelo MPE, diante de fortes indícios de que o Mário Cesar “utilizava-se da função pública para atender interesses pessoais, praticar delitos de corrupção ativa e passiva juntamente com vereadores e empresários locais, além de outros delitos”.

Ao pedido dos advogados para que lhe fosse permitido retornar ao menos na vereança, o magistrado decidiu em tom crítico. “O requerente pleiteia que, caso não possa retornar à função de presidente da Câmara Municipal de Vereadores, que seja autorizado a retornar apenas como vereador. Pedido instigante, pois em última análise, engloba uma curiosa forma de renúncia indireta. Ao invés de renunciar perante a Câmara, e depois vir aos autos pleitear aplicação de eventuais efeitos de tal ato, o requerente inverte a dinâmica dos acontecimentos, renunciando através dos autos para retornar como vereador.”, diz Bonassini.

Os autos da decisão judicial explicam que Mario Cesar é apontado como um dos coordenadores, e entre os supostos líderes de organizado para captar, de forma ilícita, os votos de vereadores para a cassação de Alcides Bernal. O caso é investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Mario está afastado da Casa de Leis desde o dia 25 de agosto.

Ontem, o Ministério Público Estadual em Mato Grosso do Sul (MPE/MS) deu parecer negativo em relação à volta de Mario Cesar (PMDB) ao cargo de vereador de Campo Grande, após pedido de análise feito pelo desembargador. O documento foi assinado por Marcos Alex Vera de Oliveira, do Gaeco (Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado) e também pelo procurador-geral Humberto de Matos Brittes.

Comentários

comentários