Desembargador manda Olarte substituir chefe do Gaeco por outra testemunha

O desembargador Romero Osne Dias Lopes (relator revisor da seção criminal do Tribunal de Justiça), negou o pedido da defesa do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) que pretendia arrolar como sua testemunha de defesa o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), no processo em que é acusado de corrupção passiva. Olarte terá três dias para arrolar outra testemunha.

Tribunal garante a participação de Marcos Alex na audiência de instrução e julgamento
Tribunal garante a participação de Marcos Alex na audiência de instrução e julgamento

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul também atendeu, parcialmente, o pedido da vice-governadora Rose Modesto (PSDB), que foi arrolada como testemunha de defesa de Gilmar Olarte. Rose tinha pedido para depor sozinha e na Secretaria de Assistência Social no dia 30 de novembro, mas o depoimento dela acabou ficando para o ano que vem.

Os advogados de Olarte também pretendiam impedir o promotor de participar da audiência de instrução e julgamento prevista para a próxima sexta-feira (27) às 9 horas da manhã. Marcos Alex foi justamente quem comandou as investigações que resultaram no afastamento de Olarte do comando do Executivo Municipal e levaram a decretação da prisão temporária de Gilmar por cinco dias para prestar depoimento.

Além de Olarte, são réus na ação Ronan Edson Feitosa e Luiz Márcio Feliciano. A denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) é de que os três fizeram parte de um esquema que usava cheque de terceiros, aos quais eram prometidas vantagens na Prefeitura, para garantir a arrecadação de dinheiro que, conforme a investigação, ajudou a financiar a derrubada de Bernal.

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