Deputados falam em epidemia de H1N1 em MS e irão convocar secretario de Saúde para explicar situação

Deputados Onevan, paulo Correa e Mara Caseiro
Deputados Onevan, Paulo Correa e Mara Caseiro

A situação de saúde publica causada pela gripe H1N1, em Mato Grosso do Sul, foi classificada como alarmante e pode ser considerada como uma epidemia, que vem se agravando em MS, e, ao que parece nenhuma atitude tem sido tomada pelas autoridades do Estado. A analise foi feita pelos deputados estaduais em sessão ordinária desta quarta-feira (18), que denunciaram a suposta epidemia com a falta de atenção e ação por parte da SES (Secretaria Estadual de Saúde). O fato deve gerar a convocação do secretario estadual de Saúde para explicar situação, que vem assustando a população, em especial de alguns municípios, como Naviraí, que já conta com pelo menos cinco mortes, devido a doença, no extremo sul do Estado.

O assunto começou a ser abordado nesta manhã, pelo deputado Paulo Correa (PR), que subiu a tribuna da AL-MS (Assembleia Legislativa de MS) para denunciar o grave momento e como mencionou para pedir um SOS (socorro) as lideranças do governo, como a direção da Casa de Lei, para que se avalie imediatamente a situação no Estado, tome atitudes urgentes, de no mínimo, explicar a população sobre o que está ocorrendo, pois as pessoas estão com medo e não se tem nenhuma ação curativa ou preventiva, e, até mesmo uma posição das autoridades estadual de Saúde, que é responsável por explicar e atuar em casos como este.

“Estamos vendo a H1N1 se espalhar, e dentro de números que regem a Saúde Publica, certa porcentagem é considerada pequena, media ou de de grande complexidade, que leva a ser classificada como epidemia. MS já tem esses números graves, que nos colocam em epidemia. Mas a SES até momento não tomou nenhum atitude, não está auxiliando as prefeituras. Não hpa uma nota da secretaria falando do assunto, nem como forma de prevenção, muito menos tratando do caso. Temos que ouvir o secretario, vamos chama-lo para explicar essas situações. Peço socorro, pela população e que o lider do governo, todos ligados diretamente ao secretario, que nossa presidência, entre no contato, porque eu já tentei falar com o secretario, mas não consigo”, relatou Correa.

Paulo Correa_1O parlamentar também relatou que as prefeituras, responsáveis por distribuir medicamentos, vindo do SUS (Sistema Único de Saúde), via governos federal e estadual, ou mesmo adquirir via administração local, querem adquirir as vacinas, mas não estão conseguindo comprar ‘pessoalmente’ e não tem nenhum respaldo do Estado. “O prefeito de Naviraí, onde temos o maior desespero, dele e de toda a população, que estão convivendo com o problema e estão com medo, me ligou apreensivo e para ver se podíamos ajudar de alguma forma, porque não consegue fazer uma compra e ninguém do Estado dá alguma posição, respostas a sua busca. Temos que saber o que está acontecendo. Cadê a Secretaria? Sei que até está funcionando e se dedicando ao maior projeto de Saúde, a Caravana de Saude, que MS já teve nos últimos anos. Mas, está se omitindo nesse caso, que é grave, pode piorar neste lado e levar a criar um grande problema”, avaliou Correa.

Problema grave e falta pró atividade

O assunto tomou conta e outros deputados também falaram sobre a gravidade da gripe H1N1 em Naviraí, como em todo MS, e cobram atitude da SES. “Quando se descobriu esta doença a alguns anos era um aparato de louco, isolamentos. Agora, aqui no Estado, não tem nada e estão deixando tudo ao leo. Não há uma recomendação, não há uma nota, nada que se trate, justifique ou vá levar uma solução, uma palavra do que se fazer de mais correto, pois a população está com medo, fazendo sem saber, e até próprias outras autoridades estão suspendendo serviços, como o Juiz de Naviraí que parou trabalho. Onde estão os que deveriam se posicionar”, disse o deputado Onevan de Matos (PSDB), que é natural e representante de Naviraí.

Paulo Correa prosseguiu com sua fala e diante do fato apontou que está havendo falta de pró-atividade para todas as áreas que abrange a secretaria. “A avaliação positiva em uma área ou destaque como a Caravana da Saúde pode se complicar, com a falta de pró-ativo, ações em outras áreas de suma importância. Em caso de epidemia ou doenças como está, que está no caminho, tem que correr, largar tudo, se voltar para o tema e ir tratar. A população está desesperada e com medo, podendo tomar atitudes que piorem a situação”, mencionou.

Para Amarildo Cruz (PT), o governo tem que dar respostas minimas, e apesar da Caravana da Saúde dar resultados, o setor não é somente isto, que para ele tem sido feito também muito alarde em cima do Projeto, como se fosse a única salvação. “As pessoas querem respostas, tanto para ver o que as autoridades fazem, como para até ter um conhecimento maior da causa. A ação de Saúde tem que ter abrangência em todas as áreas e acima de tudo de urgência em casos especiais, quando acontece. Se criou a Caravana, que tem resultados, mas também está se colocando muito Marketing e sendo repassado como se fosse a salvação do Estado. Mas em cima disso, quero sugerir então, que o governo veja e tome atitudes eficiente e eficaz no caso e que no minimo, já que está concentrado na Caravana, que a leve para Naviraí, onde tem mais problemas da gripe e faça ação especifica nisto no momento”, sugeriu o petista, que em tese é oposição ao atual governo.

A deputada Mara Caseiro (PSDB), que é do partido do governo, mas da Comissão de Saúde da AL-MS, amenizou a situação, mas não descartou fazer oficialmente a convocação pela Comissão, que levaria a obrigatoriedade do Secretário em se fazer presente e dar respostas imediatas. “Me somo a todos os pronunciamento deputados e creio que podemos chamar o secretario de Saúde. Mas, vejo que até o excesso de trabalho está sobrecarregando o titular da SES, que não se furtará em vir até aqui e mesmo em já buscar encaminhamentos para nos apresentar, mostrando atuação já feita ou a ser feita mesmo antes de nos relatar aqui na Casa”, declarou a parlamentar.

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