Deputados Estaduais terão que apresentar ponto de funcionários

O corregedor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB), confirmou em sessão desta quinta-feira (3/11) que está aberto o processo de apuração solicitado pela Mesa Diretora sobre “fatos noticiados como suposta orientação equivocada quanto à folha de ponto dos servidores do Poder Legislativo”, conforme documento lido pelo presidente Junior Mochi (PMDB), na sessão de terça-feira (1/11).

Picarelli informou que os deputados envolvidos na investigação, Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB), foram comunicados da apuração dos fatos e que terão direito de defesa. “Protocolei nos gabinetes que eles têm cinco dias para apresentar suas versões e também protocolei pedido no Recursos Humanos da Assembleia Legislativa para que me forneçam a listagem de todos os funcionários lotados nesses gabinetes, com suas respectivas folhas de ponto”, disse.

O corregedor da Assembleia Legislativa é o deputado Maurício Picarelli
O corregedor da Assembleia Legislativa é o deputado Maurício Picarelli

O parlamentar ainda explicou que a investigação ocorrerá conforme preconiza o Código de Ética e Decoro Parlamentar e que, se houver indícios cabíveis, será opinado pela abertura de processo por um Conselho de Ética, a ser formado para investigar o caso. “A Corregedoria Legislativa está trabalhando, vamos ouvir todos os lados, inclusive o autor das gravações telefônicas e quero deixar claro que prezamos pela transparência”, finalizou o deputado.

CASSAÇÃO

Nesta manhã, quatro advogados propocolaram pedido de abertura de processo disciplinar visando cassação dos mandatos dos deputados Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB. Os advogados Ilmar Renato Fonseca (o Mamão), Fábio Lechuga e João Victor Fyrino, informaram que a petição se baseia no áudio de conversa telefônica recém divulgado em que Paulo Corrêa orienta Felipe Orro a fraudar a folha de ponto de servidores contratados por seu gabinete, por meio de um “ponto fictício”. Embora a proposta tenha partido de Corrêa, os advogados consideram que Orro também é culpado por omissão, por não ter feito antes a denúncia. O caso está sendo alvo de investigação do Gaeco.

 

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