Deputado chega no Gaeco e nega negocião com empresário para cassar Bernal

O deputado Estadual Cabo Almi (P) acabou de chegar na sede do Gaeco em Campo Grande para prestar depoimento. Ele informou que foi intimado ontem e acredita ser por conta de um telefonema gravado entre os empresários João Baird, dono da Itel Informática, e Fábio Portela Machinsky.

Deputado Cabo Almi chegando no Gaeco Foto Paulo Francis
Deputado Cabo Almi chegando no Gaeco Foto Paulo Francis

Ambos prestaram depoimento ao Gaeco no último dia 25, data em que foi deflagrada a Operação Coffee Break.

No grampo telefônico feito com autorização da Justiça, os empresários fazem as contas de quantos vereadores fecham para votar pela cassação de Bernal, e comentam da negociação com o deputado. Ele e é padrinho político do vereador Ayrton Araújo, mas nega interferência na atuação parlamentar do correligionário.

Segundo Almi, esta hipótese é equivocada  “ele  (Aírton Araujo) tem liberdade sobre o que vai ou não votar, não interferi em nada”, diz o deputado. “Estou cumprindo com meu papel de cidadão e estou a disposição da justiça para qualquer esclarecimento”, afirmou Almi.

Ele reforçou que não ter participou de nenhuma negociação para conseguir conquistar o voto dos vereadores, mas declarou que “como cidadão” percebeu uma “articulação” para a cassação de Alcides Bernal.

Está programado para hoje também, o depoimento do secretário de Governo do Município, Paulo Pedra, que na época em que Bernal foi cassado do cargo de prefeito, era vereador na Capital.

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