Deputada convoca “força tarefa” para sanar crise na Santa Casa

A presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, deputada Mara Caseiro (PTdoB), convocou uma verdadeira “força tarefa” para ajudar a sanar a crise na Santa Casa, o maior hospital de Mato Grosso do Sul.

Wilson Teslenco conversa com Mara Caseiro Foto Patrícia Mendes
Wilson Teslenco conversa com Mara Caseiro Foto Patrícia Mendes

A reunião, agendada para amanhã (7), às 11h30, contará com a presença de diretores da instituição, deputados, vereadores, secretários de Saúde do estado e do município, além de conselheiros estaduais e municipais.

“Vamos nos reunir para que todos apresentem de que forma poderão contribuir para sanar esse impasse que só prejudica a saúde de nossa população”, afirmou.

A convite da deputada, o presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, esteve na sessão desta quarta-feira e usou a tribuna para expor a crise financeira do hospital. Ele também distribuiu aos deputados um relatório detalhado com todos os valores devidos pela prefeitura de Campo Grande, convênios firmados e serviços prestados pela instituição.

O montante a receber hoje da prefeitura da Capital já chega aos R$ 20 milhões, entre débitos que envolvem serviços prestados e tributos não pagos. De acordo com a direção da Santa Casa, o mínimo que a instituição pode aceitar da prefeitura é um contrato mensal de R$ 4 milhões, sendo R$ 3 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade.

Entretanto, o impasse ainda prossegue, uma vez que o município quer pagar R$ 3 milhões mensais, destinando R$ 2 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade, e somente durante o mês de maio, retornando a conversação sobre valores posteriormente.

Sem garantia de contrato da prefeitura de Campo Grande, a Santa Casa vai manter suspenso o atendimento ambulatorial, que desde ontem deixou de atender pacientes com cirurgias eletivas marcadas. Diariamente, cerca de 400 pacientes são prejudicados como fechamento do ambulatório.

Para o diretor da Santa Casa, o problema é que a saúde em Campo Grande não é tratada como prioridade. Ele acusa Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal de travar um verdadeiro “jogo de empurra” quando o assunto é repasse financeiro para o maior hospital de Mato Grosso do Sul.

“Todos os entes se manifestam como não responsáveis pelo problema”, afirmou.

De acordo com a deputada Mara Caseiro, a reunião deve acontecer logo após a sessão, na sala de reuniões da Presidência da Casa. Ainda segundo a presidente da Comissão de Saúde, vereadores da Capital também estão convidados para participar do encontro e colaborar para a solução da questão.

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